O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual, enfrentará um julgamento decisivo. Três coronéis da Polícia Militar (PM) vão analisar o caso em um Conselho de Justificação. Este processo administrativo pode resultar na perda de seu posto e patente na corporação. Geraldo Leite é acusado de matar a ex-mulher, a soldado Gisele Alves Saltana, em fevereiro, com um tiro na cabeça. O andamento do tenente-coronel feminicídio é acompanhado de perto, pois levanta questões importantes sobre a conduta dentro da força policial.
O Julgamento Administrativo do Tenente-Coronel por Feminicídio
Os membros do conselho foram nomeados pelo secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, no último dia 31. Esta informação consta no Diário Oficial do estado. Os coronéis Adalberto Gil Lima Mendonça, Carlos Alexandre Marques e Marisa de Oliveira compõem o grupo que vai julgar o tenente-coronel. Adalberto comanda o policiamento em Guarulhos e outros municípios da região. Carlos Alexandre é chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Marisa, por sua vez, comanda o policiamento na Zona Leste, trazendo diferentes perspectivas para a análise deste grave caso de feminicídio.
Leia também
O Conselho de Justificação começa com um prazo inicial de 30 dias. Ele pode ser estendido por mais 20 dias, assegurando o direito de defesa ao acusado. Ao final do trabalho, o colegiado pode concluir pela absolvição do tenente-coronel. Contudo, também pode recomendar sanções graves. Uma das sanções é a declaração de indignidade para o oficialato, o que implica a perda do posto e da patente. Autoridades da segurança pública veem este desfecho como provável, considerando a gravidade das acusações de feminicídio contra um oficial da PM.
Aposentadoria e o Caso de Feminicídio do Tenente-Coronel
A aplicação das sanções, no entanto, depende de uma análise do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP). Este tribunal é responsável por proferir a decisão final. O portal g1 apurou que o órgão pode, inclusive, cassar os proventos da aposentadoria do tenente-coronel. Ele foi transferido para a reserva depois de preso e deve receber cerca de R$ 21 mil por mês. A decisão sobre a aposentadoria do tenente-coronel feminicídio é um ponto crucial.
O governo tem a expectativa de que o Conselho de Justificação seja concluído antes do processamento da aposentadoria do tenente-coronel. O secretário-executivo da Segurança Pública, coronel Henguel Ricardo Pereira, expressou essa esperança. “Nossa esperança é que o processo termine antes que ele consiga receber os proventos”, disse ele ao g1, classificando a situação como uma “corrida contra o tempo” para evitar que o benefício seja concedido.
Recursos Legais e a Proteção Previdenciária para o Tenente-Coronel
Por outro lado, especialistas consultados pelo g1 apresentam outra perspectiva. Eles avaliam que a defesa do oficial poderá recorrer a tribunais superiores. O objetivo seria reverter uma eventual cassação da aposentadoria. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) têm entendimentos consolidados. Estes garantem proteção previdenciária mesmo em casos de condenação penal e expulsão da PM. Portanto, o desfecho sobre a aposentadoria do tenente-coronel feminicídio ainda é um ponto de debate legal. Assim, o caso segue para as próximas etapas, com atenção aos detalhes jurídicos e administrativos que cercam a situação do tenente-coronel.
