Papa visita prisão na Guiné Equatorial e ouve clamor por liberdade

O Papa Leão XIV visitou a Guiné Equatorial, onde esteve em uma prisão e ouviu detentos clamarem por liberdade. A visita destacou a situação dos direitos humanos no país e um acordo recente sobre deportados.

O Papa Leão XIV terminou sua viagem por quatro países africanos com uma visita à Guiné Equatorial. Lá, ele esteve em uma prisão e ouviu pedidos de liberdade dos detentos, enquanto uma forte chuva caía. A visita do Papa na Guiné Equatorial destacou as condições de vida e os problemas de direitos humanos locais. Ela também chamou a atenção para a situação dos presos e para um acordo recente sobre deportados.

A Visita à Prisão de Bata

Em Bata, uma cidade da Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV foi até uma prisão. A Anistia Internacional informa que muitos detentos ficam anos sem acesso a advogados neste local. O Papa conversou com vários presos em um pátio. Eles contaram suas histórias. A presença do Papa na Guiné Equatorial naquele local trouxe esperança a muitos. Mesmo com o início da chuva forte, contudo, os detentos não saíram. Leão XIV pediu que as autoridades fizessem um esforço para que os presos pudessem estudar e trabalhar enquanto estivessem detidos. Quando o Papa se preparava para ir embora, os prisioneiros começaram a pular na água e a gritar “Liberdade, liberdade!”. Além disso, o Ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, estava no local e ouviu os gritos.

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O Cenário Político na Guiné Equatorial

A Guiné Equatorial é um país de língua espanhola na África. Muitos consideram o país um dos mais repressivos da região. Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é o presidente desde 1979, sendo o líder há mais tempo no poder no mundo. O país, além disso, tem boas relações com os Estados Unidos, principalmente por causa de suas reservas de petróleo. Antes de visitar a prisão, o Papa Leão XIV criticou a desigualdade de riqueza durante uma missa em Mongomo, na maior igreja da África Central. Contudo, as autoridades da Guiné Equatorial sempre negam as acusações de violação dos direitos humanos. Antes do discurso do Papa na prisão, portanto, o ministro Biyogo afirmou que o país trata os prisioneiros de acordo com as regras da ONU, garantindo direitos fundamentais.

Papa na Guiné Equatorial e a Questão dos Deportados

No ano passado, o governo de Obiang fez um acordo com a administração Trump, nos EUA. Por este acerto, a Guiné Equatorial aceitaria receber pessoas deportadas de outras nacionalidades. Ativistas esperavam que o Papa Leão XIV falasse publicamente sobre a situação desses deportados. Eles são enviados dos Estados Unidos para o país africano. Um grupo de 70 organizações não governamentais (ONGs), por exemplo, enviou uma carta aberta ao Papa. Eles pediram que ele cobrasse um tratamento justo e humano para essas pessoas. Leão XIV já havia criticado a guerra e o autoritarismo; isso irritou o então presidente Donald Trump. No entanto, ele não mencionou publicamente a situação dos deportados. Além disso, ele não falou sobre isso nem na Guiné Equatorial nem em Camarões, a primeira parada de sua viagem pela África.

A visita do Papa Leão XIV à Guiné Equatorial trouxe à tona questões importantes sobre direitos humanos e a situação dos presos. A turnê do pontífice, além disso, incluiu momentos de forte simbolismo como os gritos de liberdade na prisão, reforçando o papel da Igreja em denunciar injustiças. A expectativa de que ele abordasse o tema dos deportados, no entanto, não se concretizou publicamente neste contexto.