Papa na Guiné Equatorial: Vozes de liberdade na prisão

O Papa Leão XIV visitou a Guiné Equatorial, encontrando detentos que clamavam por liberdade em uma prisão. Ele também abordou a desigualdade social no país africano.

O Papa Leão XIV fez uma visita à Guiné Equatorial, um país africano, e encontrou uma situação com muitos desafios. Durante sua passagem por uma prisão, detentos clamaram por liberdade. Antes disso, ele falou sobre a desigualdade de riqueza. Essa viagem marcou o final de sua turnê africana. Assim, ela trouxe à tona questões importantes sobre direitos humanos e justiça social na região.

A Chegada do Papa na Guiné Equatorial

A jornada do Papa Leão XIV pela África terminou com um evento marcante na Guiné Equatorial nesta quarta-feira. Ele enfrentou uma forte tempestade para cumprimentar as multidões. Primeiramente, o pontífice visitou a prisão de Bata, um local onde os presos gritavam por liberdade. A Guiné Equatorial é vista como um dos países com mais controle na região. O presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo governa o país desde 1979. Ele é o presidente há mais tempo no poder no mundo. Além disso, o país mantém relações boas com os Estados Unidos, em parte por causa do petróleo.

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O Discurso do Papa e a Visita à Prisão de Bata

Leão, o primeiro papa dos EUA, mostrou um jeito novo de falar na África. Ele começou o dia criticando a diferença de riqueza. Isso aconteceu durante uma missa na maior igreja da África Central, situada na cidade de Mongomo. Em seguida, ele foi à prisão de Bata. Segundo a Anistia Internacional, nesta instalação, detentos são frequentemente mantidos por anos sem acesso a advogados. O Papa ouviu vários testemunhos de prisioneiros que se reuniram em um pátio. Enquanto ele fazia seus comentários, começou a chover, mas os detentos permaneceram do lado de fora.

O Clamor por Liberdade na Guiné Equatorial

O Papa pediu que fossem feitos “todos os esforços” para permitir que os detentos estudassem e trabalhassem. Isso deveria acontecer durante seu confinamento. Na saída do pontífice, o ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo, ainda estava no palco. Então, os presos começaram a pular na chuva e a gritar: “Liberdade, liberdade!”. Este momento intenso destacou a situação dos direitos humanos no país. Portanto, a mensagem dos detentos ressoou fortemente durante a visita do Papa na Guiné Equatorial.

Direitos Humanos e a Posição do Papa na Guiné Equatorial

A Guiné Equatorial há muito tempo rejeita as acusações de abusos dos direitos humanos. Antes de Leão discursar na prisão de Bata, o ministro Biyogo afirmou que o país trata os prisioneiros de forma justa. Ele disse que o tratamento segue os padrões da ONU. “Nós nos comprometemos a garantir os direitos humanos, os direitos fundamentais e a cidadania”, declarou o ministro. Contudo, organizações internacionais questionam essa afirmação. Além disso, a presença do Papa na Guiné Equatorial trouxe uma luz para essas discussões.

No ano passado, o governo de Obiang fechou um acordo com o governo Trump. O país aceitaria pessoas deportadas de outras nações. Ativistas esperavam que o Papa Leão chamasse a atenção para os deportados. Eles eram enviados dos EUA para a Guiné Equatorial. Um grupo de 70 ONGs publicou uma carta aberta. Por exemplo, eles pediram ao Papa que pressionasse por um “tratamento justo, humano e legal” para os deportados. As ONGs disseram que essas pessoas estavam sendo pressionadas a retornar aos seus países de origem. Assim, a expectativa era alta para uma manifestação do pontífice sobre esta questão crucial na Guiné Equatorial.

Leão já havia atraído a ira do presidente dos EUA, Donald Trump. Isso aconteceu por se posicionar contra a guerra e o despotismo. Contudo, ele não abordou publicamente a situação dos deportados na Guiné Equatorial. Sua visita, portanto, combinou momentos de forte impacto social com uma abordagem diplomática cautelosa em temas sensíveis. Dessa forma, ela marcou a passagem do Papa na Guiné Equatorial de forma complexa.