Geraldo Azevedo Oitentação: Novo Álbum Surpreende Fãs

Geraldo Azevedo lança o álbum ao vivo 'Oitentação', que se desvia dos grandes sucessos e apresenta um repertório com músicas menos conhecidas e inéditas na sua voz.

Geraldo Azevedo Oitentação chega ao público nesta sexta-feira, 24 de abril. Este é o novo álbum ao vivo do cantor pernambucano. Ele se destaca por não focar nos grandes sucessos de sua carreira, diferentemente de outros trabalhos recentes. Em vez de uma coletânea de hits, o artista optou por mostrar um lado menos explorado de seu repertório. Isso surpreende quem esperava as canções mais conhecidas. Este lançamento promete uma experiência musical única. Ele destaca composições que nem sempre ganham os holofotes.

Um Novo Olhar para o Repertório de Geraldo Azevedo

Das dez faixas em “Geraldo Azevedo Oitentação”, apenas uma é um grande sucesso. Trata-se de “Bicho de sete cabeças”, criada com Zé Ramalho e Renato Rocha em 1979. Esta escolha marca uma mudança clara. Álbuns anteriores, como “Solo contigo” (2019) e “Violivoz” (2023) com Chico César, focavam nos clássicos. O álbum ao vivo apresenta um recorte da turnê “Oitentação”, que segue em cartaz. Ele busca renovar a forma como o público ouve a obra do cantor. Além disso, a gravação inclui “O sal da terra”. Esta é uma canção humanista de Beto Guedes, de 1981, com letra de Ronaldo Bastos. Curiosamente, Paulo Miklos também aborda essa música em seu disco “Coisas da vida”, previsto para 22 de maio.

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Descobertas e Canções Menos Conhecidas no Geraldo Azevedo Oitentação

O disco “Geraldo Azevedo Oitentação” não traz apenas um hit e uma versão. Ele revela músicas novas e resgata pérolas do passado. Uma das novidades é o xote autoral “Arthur e Alice”, que aparece pela primeira vez. Outra faixa interessante é “Eu vou te amar”, parceria com Pippo Spera. Elba Ramalho lançou esta canção em 1992, no álbum “Encanto”. Agora, Geraldo Azevedo a apresenta em sua própria voz, algo inédito para os fãs. O cantor também revisita músicas menos conhecidas de seu catálogo. Entre elas estão “Caravelas” (com Carlos Fernando, 1981), “Talvez seja real” (com Fausto Nilo, 1985), “Lusitana do Norte” (com Carlos Fernando, 1986), “Só porque” (com Pippo Spera, 1989) e a mais recente “Estou em paz” (com Sérgio Peres, 2024).

Arranjos e a Essência da Turnê “Oitentação”

Um ponto que chama a atenção em “Geraldo Azevedo Oitentação” é a sonoridade. Alguns arranjos do álbum trazem uma pegada diferente. Isso pode deixar menos evidente a doçura que é uma marca registrada do canto de Geraldo Azevedo. Essa característica, que define sua voz resistente, ganha novas nuances nesta gravação. O álbum é um registro parcial da turnê “Oitentação”, que continua a percorrer o país. O lançamento do disco coincide com uma nova série de shows da turnê. Isso oferece ao público a oportunidade de vivenciar ao vivo as canções que compõem este trabalho. A inclusão de “Mona ami” (Tonito e Liceu Dias Vieira, 1985) também é notável. Esta canção de outro autor foi incorporada por ele em um álbum de 1985. Portanto, este álbum não é apenas um lançamento. Ele é um convite para explorar a diversidade da obra do artista.