Unifesp e SUS Juntos para Acelerar o Diagnóstico de Câncer

A Unifesp e o SUS inauguram um Centro de Diagnóstico Molecular para acelerar a detecção de câncer em São Paulo. Com tecnologia de ponta, o centro promete diagnósticos mais rápidos e precisos, otimizando o tratamento e aumentando as chances de cura para milhares de pacientes.

Milhões de pessoas no Brasil enfrentam o diagnóstico de câncer, uma doença que exige rapidez e precisão para o tratamento. Em São Paulo, um novo passo importante foi dado para mudar esse cenário. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em colaboração com o Sistema Único de Saúde (SUS), inaugurou um Centro de Diagnóstico Molecular. O objetivo principal é agilizar e melhorar a identificação do câncer, oferecendo aos pacientes a chance de iniciar o tratamento mais cedo e com mais informações.

Tecnologia de Ponta no Diagnóstico Molecular de Câncer

O centro conta com equipamentos de última geração. Um robô, por exemplo, é capaz de analisar amostras de tecido humano por até três dias. Este equipamento gera muitos dados, avaliando até cinco mil genes em biópsias de mama, cólon, intestino ou tireoide. Ele consegue identificar as alterações genéticas que causam o câncer. Este é o segundo aparelho desse tipo no estado e está instalado no Hemocentro da Unifesp, que faz parte do Hospital São Paulo.

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Além do robô, outros equipamentos avançados auxiliam no trabalho. Eles permitem um diagnóstico mais rápido e exato. Soraya Smaili, coordenadora do Centro de Diagnóstico Molecular, destaca a importância dessas ferramentas. Ela explica que um diagnóstico rápido e preciso é fundamental para um atendimento de qualidade e eficaz, que pode levar à cura.

As novas tecnologias funcionam junto com métodos já conhecidos, como o microscópio. O microscópio faz a análise da forma do tecido. Depois dessa análise, o médico geralmente indica tratamentos como a quimioterapia, que age no corpo todo e pode causar muitos efeitos colaterais. As novas tecnologias, por sua vez, representam um avanço significativo, pois permitem abordagens mais direcionadas.

Métodos Inovadores para a Detecção do Câncer

Entre os métodos usados, está o PCR em tempo real. Ele analisa moléculas em vez de tecidos. Com isso, é possível identificar padrões de reprodução atípica de células. Outro equipamento, considerado essencial para o diagnóstico de rotina, é o PCR digital. Ele consegue encontrar células tumorais mesmo em fases iniciais, a partir de uma amostra simples de sangue. Isso significa que a detecção pode ocorrer antes, facilitando o tratamento.

O novo laboratório do Centro Avançado de Diagnóstico Molecular da Unifesp é uma estrutura avaliada em dez milhões de reais. A maior parte desse dinheiro veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto é resultado do esforço de muitos técnicos e cientistas.

Impacto e Expansão do Serviço de Diagnóstico

Segundo Soraya Smaili, o atendimento já começou e deve crescer. Atualmente, o centro atende o Hospital São Paulo. O objetivo é atender mais serviços de saúde na cidade e no estado. É importante notar que não é um atendimento direto à população, mas sim um suporte aos hospitais e clínicas.

Os números do câncer no Brasil são altos. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o país terá mais de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028. Desse total, cerca de 203 mil devem aparecer em São Paulo. Entre os homens no estado, os tipos mais comuns são de próstata (30,3%), cólon e reto (11,9%) e pulmão (8,2%). Para as mulheres, a maior incidência é de câncer de mama (30%), cólon e reto (12,4%) e tireoide (6%). Com o novo centro de diagnóstico molecular, a expectativa é melhorar a resposta a esses desafios de saúde pública.