A Justiça aceitou uma denúncia grave contra um vereador de Campina da Lagoa. Edimar Vaiz, também conhecido como Juruna da Saúde, é acusado de assédio sexual e importunação sexual contra uma servidora municipal. O caso do vereador de Campina da Lagoa assédio trouxe à tona a seriedade das acusações e já resultou no afastamento temporário do político.
Denúncia de Assédio Contra Vereador de Campina da Lagoa
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) formalizou a denúncia. O documento descreve que, entre outubro de 2024 e julho de 2025, o vereador comparecia de forma repetida ao local de trabalho da vítima, que tinha 21 anos na época. Ele permanecia lá sem justificativa clara. Nessas ocasiões, Edimar, usando sua posição de autoridade e influência política, constrangia a servidora com comentários de cunho sexual explícito. Ele buscava, segundo a denúncia, obter alguma vantagem ou favorecimento sexual, configurando o assédio do vereador de Campina da Lagoa.
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Além disso, a denúncia aponta que o vereador se aproximava e tocava a vítima. Isso causava grande desconforto, incômodo e até pânico. Colegas de trabalho da servidora perceberam o mal-estar. Por isso, elas começaram a acompanhá-la para evitar que ela ficasse sozinha com ele. Em outra ocasião, em uma sala reservada, Edimar teria abordado a vítima de surpresa, segurando-a e fazendo mais falas sexuais. O MP solicitou, além da condenação, o pagamento de uma indenização de pelo menos R$ 50 mil por danos morais à vítima.
Medidas Judiciais e o Afastamento do Vereador
A Justiça agiu rapidamente após a denúncia. Edimar Vaiz já está afastado cautelarmente do cargo de vereador desde o começo de março. Este afastamento vale por 120 dias e pode ser estendido por igual período. A decisão judicial proíbe o vereador de manter qualquer tipo de contato com a vítima e seus familiares. Essa proibição vale para encontros pessoais, virtuais ou eletrônicos. Ele também não pode se aproximar dela a menos de 300 metros, incluindo sua casa e local de trabalho. Similarmente, o vereador não pode contatar as testemunhas do processo.
A Câmara de Vereadores de Campina da Lagoa também acompanha o caso de perto. Em nota, a Câmara informou que sua Comissão de Ética está realizando a escuta de testemunhas. O objetivo é apurar os fatos no âmbito interno. O advogado de defesa do vereador, Cristiano Calixto, informou que sua manifestação ocorrerá somente nos autos do processo, visto que o processo corre sob sigilo.
