A investigação sobre o assassinato de um policial civil aposentado em Céu Azul, Paraná, teve novas informações. Agora, sete policiais militares são suspeitos de envolvimento na morte de policial, segundo a delegada Jéssica Faria. Ela concluiu o inquérito e indiciou os PMs por vários crimes. O fato ocorreu em 24 de fevereiro. Dois dos policiais militares estão presos desde março, em Curitiba. Outros seguem com restrições.
A delegada informou que quatro PMs foram indiciados por homicídio qualificado e fraude processual. Outros três policiais responderão apenas por fraude processual. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) recebeu o caso e vai decidir se apresenta denúncia à Justiça Militar. A Corregedoria da Polícia Militar (PM-PR) não se manifestou sobre o assunto. O major Edson Dal Pozzo disse que a Justiça tomou medidas contra os envolvidos. Os dois policiais presos estão suspensos do trabalho. Os demais não podem atuar em serviços operacionais. Este caso destaca a importância de investigar a fundo o envolvimento de PMs na morte de policial.
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Detalhes da Investigação sobre o Envolvimento de PMs na Morte de Policial
Sandro Carlos da Rocha, o policial civil aposentado, morreu após ser atingido por um tiro de fuzil na nuca. Isso aconteceu depois de uma perseguição perto da BR-277. A versão inicial dos policiais dizia que tentaram abordar Sandro, que estava de moto. A suspeita era de transporte de contrabando. Eles afirmaram que a vítima fugiu, o que motivou os disparos.
Contudo, a investigação encontrou problemas nesta versão. A delegada apontou indícios de que a cena do crime foi alterada. O objetivo era atrapalhar a apuração dos fatos. Entre as suspeitas estão a retirada de cápsulas de munição do local. Também houve a remoção de um aparelho que guardava imagens de câmeras de segurança. Além disso, os policiais teriam feito um boletim de ocorrência com informações falsas. Estas alterações são cruciais para entender o envolvimento de PMs na morte de policial e as tentativas de encobrir o crime.
Ações do GAECO e Colaboração na Apuração
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) auxiliou na investigação. Pediu medidas cautelares, como mandados de busca e apreensão e prisões temporárias. Durante o cumprimento de uma dessas ordens, um dos agentes quebrou o próprio celular. Ele fez isso no momento da apreensão do aparelho. Este policial também vai responder por fraude processual. Isso reforça o envolvimento de PMs na morte de policial e nas tentativas de obstrução.
A delegada Jéssica Faria garantiu que houve boa parceria entre as forças de segurança. Ela afirmou que não existe uma “guerra institucional”. Pelo contrário, houve colaboração e troca de informações. O objetivo foi apurar as responsabilidades de forma correta e justa. Isso mostra que a busca pela verdade é o principal foco, mesmo quando envolve membros da própria corporação. A comunidade aguarda os próximos passos do Ministério Público e da Justiça Militar para que o caso tenha um desfecho claro sobre o envolvimento de PMs na morte de policial.
