Preço do Café: O Que Esperar de 2026

Descubra o que esperar do preço do café em 2026. A safra brasileira pode trazer alívio, mas valores antigos são improváveis. Entenda os fatores que influenciam o mercado.

O custo do café continua a ser um tema de conversa entre os consumidores. A inflação desacelerou um pouco, mas o preço do café moído nos supermercados ainda pesa no bolso. Especialistas do setor indicam que uma colheita maior, esperada para este ano no Brasil, pode trazer algum alívio. Desse modo, é possível que o preço do café se torne mais acessível em 2026. Contudo, não espere que os valores voltem aos níveis de seis anos atrás.

Em 2020, por exemplo, um quilo de café tradicional torrado e moído custava, em média, R$ 16,45. Hoje, o mesmo produto é encontrado por cerca de R$ 63,69. Esses dados são da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Esta diferença mostra bem o impacto dos últimos anos no bolso do consumidor.

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Problemas Climáticos e o Preço do Café

Diversos fatores climáticos prejudicaram as lavouras de café entre 2021 e 2024. Secas prolongadas, calor intenso e geadas inesperadas foram alguns dos problemas. Por conseguinte, a produção caiu bastante. Isso, naturalmente, pressionou os preços para cima. Esses eventos climáticos extremos foram os grandes responsáveis pela escalada dos valores que vemos atualmente.

No campo, o valor pago ao produtor pela saca de café começou a cair no início do ano passado. Este movimento ocorreu devido à expectativa de um aumento na produção. Esse aumento era aguardado tanto no Brasil quanto no resto do mundo. No entanto, as cotações voltaram a subir em agosto, impulsionadas por tarifas impostas. Felizmente, elas recuaram novamente após a retirada dessas taxas em novembro. Assim, o mercado mostrou sua sensibilidade a fatores externos.

Sinais de Desaceleração para o Preço do Café

Parte da redução que ocorreu no campo já está chegando ao consumidor. O analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, explica que a inflação do café moído vem diminuindo lentamente. Essa queda acontece mês a mês, desde julho de 2025. Além disso, neste ano, o índice oficial de inflação (IPCA), calculado pelo IBGE, já aponta uma queda acumulada de 3,6% no preço do café. Entretanto, esse recuo ainda não foi suficiente para compensar todas as altas dos últimos anos.

A continuidade dessa queda de preços nos próximos meses depende da recomposição da produção e dos estoques. Barabach ressalta que a promessa para este ano é de uma safra recorde. Contudo, é preciso que essa previsão se confirme. Ou seja, é essencial verificar o tamanho efetivo da produção para ter certeza. A colheita brasileira de café acontece entre maio e julho. Os olhos do mercado estão voltados para esse período.

O Que Esperar da Safra Brasileira de Café

A projeção de economistas, como Fernando Maximiliano da StoneX Brasil, é que o Brasil colha 75,6 milhões de sacas de 60 quilos nesta temporada. Essa expectativa está alinhada com as previsões de outros analistas do setor. Consequentemente, essa safra deve aumentar a disponibilidade de café no mercado brasileiro. Isso, por sua vez, tende a empurrar os preços para baixo.

A previsão dos analistas, aliás, é mais otimista que a do governo federal. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 66,2 milhões de sacas este ano. Isso representa um aumento de 17% em comparação com a temporada anterior. Segundo a entidade, vários fatores contribuem para isso: a bienalidade positiva. Também há a entrada de novas áreas em cultivo e o avanço tecnológico no campo. Por fim, as condições climáticas estão mais favoráveis. Portanto, há boas razões para esperar uma oferta maior.

Em resumo, o preço do café pode sim ter um alívio em 2026, impulsionado por uma safra robusta. Contudo, os consumidores não devem esperar uma volta aos patamares de 2020. O mercado de café é complexo e influenciado por muitos fatores. Isso inclui desde o clima até políticas comerciais globais. Fique atento às próximas notícias para entender melhor as tendências.