Um vereador de Leandro Ferreira, cidade em Minas Gerais, foi preso em flagrante. Ele é acusado de agredir uma mulher com uma garrafa de vidro dentro de um restaurante. O caso aconteceu na segunda-feira, dia 6, e envolveu Eduardo Cezar Lobato Fonseca, representante político local. A prisão do vereador que agride mulher levanta discussões sobre a segurança e o comportamento de figuras públicas.
A Polícia Militar e a Polícia Civil registraram a ocorrência. Os crimes incluem lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça repetida, importunação sexual e injúria. A vítima estava no local com amigos quando o vereador começou uma série de ações agressivas, primeiro com palavras e depois fisicamente.
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Detalhes da Agressão e Assédio
O registro policial descreve o início da situação. A mulher estava no restaurante, e o vereador se aproximou. Ele fez investidas e insinuações. Eduardo Cezar convidou a vítima para se sentarem juntos em outra mesa. Diante da recusa dela, ele foi até a mesa da mulher e sentou-se ao lado dela sem convite. A partir daí, ele iniciou uma série de ofensas. Ele chamou a vítima de “vagabunda” e disse que “esse tipo de mulher tem de morrer”.
A discussão escalou para uma agressão física. Durante o confronto, o vereador arremessou uma garrafa de vidro na direção da mulher. O objeto atingiu a cabeça da vítima, causando um corte perto da têmpora. Testemunhas contaram à PM que, após a agressão, ele ainda fez ameaças. Ele afirmou: “você vai se ver comigo”. Além disso, a vítima relatou que já havia sido alvo de comportamentos parecidos antes. Isso inclui tentativas de contato por mensagens e aproximações que ela considerou invasivas. Portanto, o histórico de assédio parece ser anterior ao incidente no restaurante.
A Prisão e as Versões do Caso
O vereador que agride mulher foi preso em flagrante. Ele foi levado para a delegacia. Em depoimento, o vereador negou todas as acusações. Ele disse que não perseguiu ou ofendeu a mulher. Ele alegou que ela o agrediu com unhadas e que ele sofreu escoriações perto do olho. O vereador afirmou que apenas tentou se defender. Contudo, o boletim de ocorrência indica que essa versão não foi confirmada por provas imediatas coletadas no local. Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram a versão da vítima. Elas relataram a agressão que ocorreu dentro do restaurante. Assim, as evidências e relatos apontam para a versão da vítima.
O advogado do vereador, Rafael Lino, informou que não fará declarações públicas sobre o caso. Ele citou o segredo de justiça do processo. O assessor jurídico da Câmara de Leandro Ferreira, Fernando Antônio Rodrigues, falou sobre o assunto. Ele disse à reportagem que o Legislativo repudia qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres. Ele também informou que a Câmara vai apurar os fatos internamente. Portanto, o caso terá desdobramentos tanto na esfera judicial quanto na política.
