Grandes nomes da tecnologia, como Meta, Amazon e Google, estão mudando sua estratégia energética. Assim, essas empresas estão investindo pesado em energia nuclear, focando em reatores menores e mais modernos, para suprir a alta demanda de eletricidade de seus data centers, especialmente aqueles que operam com inteligência artificial.
A busca por uma fonte de energia confiável e em larga escala cresceu bastante. Os data centers de inteligência artificial, por exemplo, treinam modelos de linguagem complexos. Eles também suportam serviços online. Estes centros consomem uma quantidade de energia equivalente à de milhões de casas. Por isso, alguns estados nos EUA já discutem proibir ou suspender a construção desses complexos. Isso, aliás, mostra a urgência em encontrar soluções energéticas sustentáveis e eficientes.
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Por que a Energia Nuclear Atraiu as Big Techs?
A atenção das empresas se voltou para os chamados Pequenos Reatores Modulares (SMRs). Estes reatores são uma alternativa aos modelos convencionais de usinas nucleares. Eles se destacam por serem menores, mais avançados e mais fáceis de escalar a produção de energia. Além disso, sua construção é mais rápida e exige menos capital inicial. Isso diminui os riscos de investimento e os torna mais atrativos para financiamento. Consequentemente, a energia nuclear, por meio dos SMRs, surge como uma resposta potente para a crescente necessidade de eletricidade.
Grandes Empresas e Seus Investimentos em Reatores Nucleares
Várias gigantes já firmaram acordos importantes. Em janeiro, a Meta, dona de redes como Instagram e Facebook, anunciou um financiamento para a Terrapower. O objetivo é criar duas unidades nucleares capazes de gerar até 690 megawatts. Ademais, a Meta fez uma parceria com a Oklo. Juntas, elas desenvolverão um campus de energia nuclear de 1,2 gigawatts nos Estados Unidos. A Amazon também está ativa nesse cenário. Ela trabalha com a X-energy para implementar pequenos reatores nucleares nos EUA. A meta é atingir 5 GW de potência até 2039. Vale ressaltar que o Google se comprometeu com a Kairos Power. A empresa quer ter seu primeiro pequeno reator modular operacional até 2030.
Superando os Desafios da Energia Nuclear
Mesmo com o entusiasmo, nenhuma geradora de energia nuclear nos EUA começou a produzir eletricidade comercialmente. Os projetos enfrentam obstáculos como restrições de financiamento. Há também os riscos inerentes a serem os primeiros do tipo. Contudo, a corrida por energia para os data centers de IA está dando um novo fôlego ao setor. Afinal, eles demandam cada vez mais eletricidade.
Analistas do mercado, como Shioly Dong da BMI (Fitch Solutions), explicam que os acordos com as grandes empresas de tecnologia oferecem uma “certeza de receita” essencial. Essa garantia é o que os bancos comerciais exigem para financiar a construção de projetos de energia nuclear. Desse modo, o dinheiro das big techs não só impulsiona a inovação. Além disso, ele viabiliza financeiramente esses empreendimentos.
O Futuro da Energia com Pequenos Reatores Modulares
A Administração de Informação Energética (EIA) projeta um aumento de 1% no uso de eletricidade nos EUA este ano. Ela prevê 3% no próximo ano. Isso se deve, em grande parte, à demanda dos data centers. Diante desse cenário, os pequenos reatores modulares se apresentam como uma solução viável. Tim Winter, gerente de portfólio da Gabelli Funds, destaca que a escala modular e os prazos de construção mais curtos reduzem a exposição ao capital inicial. Isso os torna mais fáceis de financiar. Em suma, a aposta na energia nuclear por meio de SMRs representa uma mudança significativa na forma como as empresas de tecnologia planejam seu futuro energético. Assim sendo, esta é uma tendência que deve crescer.
