Um menino de sete anos passou por momentos difíceis. Ele ficou doente, perdeu peso e sentia muita sede. Os médicos e a família pensaram que ele podia ter um tumor no cérebro. Contudo, a causa do problema foi uma intoxicação por vitamina D. Um frasco do suplemento que ele usava tinha uma dose muito maior que o normal. Era quase sete vezes mais forte. Isso causou uma lesão grave nos rins do garoto.
Roo, o menino em questão, começou a sentir dores nas pernas intensas. Por isso, em dezembro do ano passado, recebeu uma receita médica. O objetivo era tomar uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas. Ele havia passado por exames que mostraram um nível baixo da substância no sangue, mas estava saudável de resto. Nas semanas seguintes ao início do tratamento, Roo ficou bem sonolento e perdeu o apetite. Ele começou a emagrecer e bebia água sem parar, como se estivesse sempre com muita sede. Além disso, o menino teve vários episódios de vômito durante o mês de janeiro. A mãe, Carys Hobbs-Sargeant, descreveu a situação como muito preocupante.
Leia também
Os riscos da dosagem errada de vitamina D
A concentração no frasco de vitamina D3 que Roo consumiu era perigosa. Ela pertencia a um lote com defeito de fabricação. Um especialista explicou que, se o tratamento tivesse continuado, Roo poderia ter morrido. Felizmente, a causa foi descoberta a tempo. A vitamina D é importante para o corpo. Ela ajuda a regular o cálcio e o fosfato, o que mantém ossos, dentes e músculos saudáveis. Muitas pessoas adultas tomam suplementos de vitamina D, que são vendidos em farmácias sem receita. No entanto, casos como o de Roo mostram que um erro na dosagem pode trazer consequências graves para a saúde. Portanto, é essencial ficar atento à procedência e à regulamentação dos produtos.
Como a regulamentação da vitamina D afeta a segurança
No Reino Unido, a vitamina D em doses mais altas, mesmo quando receitada por médicos, é vista como suplemento alimentar. Por isso, não é regulada pela MHRA, o órgão que cuida de remédios. A Agência de Padrões Alimentares (FSA) é quem acompanha vitaminas e suplementos. A MHRA diz que trabalha com a FSA para garantir a segurança. Contudo, um especialista sugeriu que o órgão regulador de remédios deveria mudar a forma de fiscalizar esses suplementos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fiscaliza tanto medicamentos quanto suplementos, incluindo os vitamínicos. Essa diferença na regulamentação pode gerar diferentes níveis de segurança para os consumidores. É fundamental que as autoridades revisem e aprimorem os mecanismos de controle.
Mesmo um ano depois do ocorrido, Roo ainda não estava totalmente recuperado, conforme relatou sua mãe. A experiência serve como um alerta importante sobre a segurança dos suplementos. Embora a vitamina D seja um nutriente essencial, a sua administração, especialmente em altas doses, exige cuidado. Este caso destaca a importância da fiscalização rigorosa. Além disso, mostra a necessidade de os pais e responsáveis estarem cientes dos potenciais riscos. Sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer suplementação, e verifique a procedência dos produtos. A saúde de quem amamos depende de atenção e informação corretas.
