Uma investigação da Polícia Federal ligada a plataformas de apostas cita o cantor MC Gui. Ele recebeu R$ 150 mil de um operador financeiro que, segundo a PF, tem ligação com MC Ryan SP. A Operação Narco Fluxo, que aconteceu recentemente, apura um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.
MC Gui na mira da Operação Narco Fluxo
A Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do crime organizado. Esta ação resultou na prisão de funkeiros como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores. A análise de movimentações financeiras considerada suspeita trouxe o nome de MC Gui para o centro da discussão.
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Os federais apontam MC Ryan SP como líder de um grupo criminoso focado em lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Portanto, este é um caso que envolve grandes nomes do funk e cifras milionárias.
O recebimento de valores na investigação da PF
Um relatório da Polícia Federal indica que MC Gui recebeu R$ 150 mil entre 1º de maio e 21 de junho de 2024. O valor veio de Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga. Ele é apontado como um dos operadores financeiros da estrutura ligada a MC Ryan SP. Além disso, a PF descreve Belga como um “escudo financeiro” do grupo. Ele recebia grandes quantias, principalmente de empresas que intermediam plataformas de apostas, e depois distribuía esses valores para outros membros do esquema. A análise mostra que, após concentrar os recursos, Belga fez um único repasse para MC Gui.
O documento da PF ressalta uma forte ligação financeira entre artistas e a exploração de jogos de azar. Dinheiro circulava após passar por etapas para esconder sua origem. Isso pode significar que o dinheiro era distribuído internamente, pagava por parcerias de divulgação ou misturava capitais para parecer atividades do setor de entretenimento.
Histórico de MC Gui e plataformas de apostas
A investigação da PF também menciona que MC Gui tem um histórico extenso associado a ilegalidades. Em 2018, por exemplo, ele foi investigado por lavagem de dinheiro e golpes em leilões de veículos. Em 2021, a polícia o deteve em um cassino clandestino na capital paulista. Além disso, ele promove plataformas de apostas, o que adiciona mais um ponto de atenção ao seu envolvimento atual. Contudo, o documento não afirma que o artista é investigado diretamente neste caso, mas o cita por causa do repasse identificado.
Conexão com Pablo Marçal
Uma empresa que tem o ex-coach e político Pablo Marçal como sócio transferiu R$ 4,4 milhões para a conta pessoal de MC Ryan SP. O objetivo era a compra de um helicóptero modelo Robinson R66 Turbine, conforme aponta o inquérito policial. Embora este detalhe não envolva MC Gui diretamente, ele mostra a complexidade e a rede de conexões financeiras que a investigação da PF está desvendando.
A Polícia Federal segue apurando os fatos para entender a extensão total do esquema. A investigação da PF busca esclarecer todas as movimentações suspeitas e as responsabilidades de cada envolvido. Portanto, mais informações podem surgir à medida que o trabalho avança.
