O Irã nega ataques dos Estados Unidos e de Israel que, segundo Washington, teriam destruído sua Marinha e Força Aérea. Nesta quinta-feira, o país asiático contestou as afirmações, enquanto os EUA mantêm a pressão. As tensões aumentam na região, com ameaças de retomada de conflitos se não houver um acordo de paz. Portanto, a situação no Oriente Médio segue em alerta máximo, com ambos os lados trocando declarações fortes.
Em um pronunciamento feito na televisão estatal, o comandante das Forças Armadas iranianas declarou que a frota do país “segue firme”. Ele adicionou que o inimigo se mantém a uma distância de 300 quilômetros do território iraniano. Esta declaração veio como resposta direta às provocações americanas sobre a capacidade militar do Irã. Além disso, o Irã busca mostrar sua força e resiliência diante das ameaças externas. Dessa forma, a nação reforça sua soberania.
Leia também
Irã Contesta Afirmações sobre Destruição Militar
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas americanas estão prontas para retomar o combate se o Irã não aceitar um acordo. Nesse sentido, durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth fez provocações diretas ao Irã. Ele disse que o país alega controlar o Estreito de Ormuz, mas não possui mais uma Marinha. De fato, Hegseth alegou que a Marinha iraniana foi completamente destruída durante ataques dos EUA e Israel.
Ameaças de Combate e Bloqueio Americano
O secretário também deixou claro que o bloqueio militar no estreito, que começou na segunda-feira, continuará “pelo tempo que for necessário”. As declarações americanas são uma forma de pressão. Em outras palavras, a escalada é iminente. Por exemplo, Hegseth ameaçou: “Nossas forças estão posicionadas para reiniciar as operações de combate caso o Irã faça uma escolha ruim e não aceite um acordo. Vocês, Irã, podem escolher um futuro próspero e esperamos que o façam pelo povo iraniano. Mas se o Irã fizer escolhas ruins, bombas cairão sobre a infraestrutura, o setor elétrico e energético. Espero que escolha um acordo que esteja ao seu alcance.”
O Irã Nega Ataques e Mantém Posição
Quando um jornalista perguntou sobre o líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, Hegseth afirmou que ele “acredita-se que esteja ferido, mas vivo”. Um mês antes, ele havia dito que Khamenei estava escondido em um bunker e provavelmente “desfigurado”. Essas afirmações contribuem para a escalada de retórica entre os dois países. Contudo, o Irã insiste que suas forças estão intactas. Afinal, o governo iraniano busca descreditar as informações americanas.
O general Dan Caine, comandante das forças, forneceu mais detalhes sobre o bloqueio militar em Ormuz. Ele explicou que a fiscalização acontece tanto em águas territoriais iranianas quanto em águas internacionais. Até o momento, segundo ele, nenhum navio foi interceptado. No entanto, o Irã afirmou na quarta-feira que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio marítimo e atravessaram o Estreito de Ormuz. Esta divergência mostra a falta de consenso sobre a eficácia do bloqueio. Assim sendo, a tensão na região permanece alta.
Bloqueio Americano e a Resposta do Irã
Hegseth foi enfático ao declarar: “Deixe-me ser claro: este bloqueio se aplica a todos os navios, independentemente da nacionalidade, que se dirijam a ou partam de portos iranianos. A ação dos EUA é um bloqueio dos portos e da costa do Irã, não um bloqueio do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos perseguirão qualquer embarcação que tente fornecer apoio ao Irã. Portanto, se não obedecerem, usaremos a força.” Esta postura indica a seriedade da intenção americana de isolar o Irã. Ademais, a situação pode piorar significativamente.
Cenário de Tensão Persistente
A escalada de tensão entre EUA e Irã se intensifica com a proximidade do fim do prazo de um cessar-fogo. As negociações de paz estão tensas. Assim, a situação geopolítica na região permanece frágil. Ambos os lados parecem dispostos a não ceder. Em suma, a comunidade internacional observa com preocupação os próximos passos. Por conseguinte, o Irã nega ataques e reforça sua soberania, enquanto os EUA endurecem o discurso.
