Cessar-fogo Israel Líbano: Tensão persiste em meio a ataques

O cessar-fogo Israel Líbano, que deveria trazer um pouco de calma para a região, está longe de ser uma realidade. Um político do Hezbollah deixou claro que o acordo perde o sentido se Israel continuar com seus ataques.

O cessar-fogo Israel Líbano, que deveria trazer um pouco de calma para a região, está longe de ser uma realidade. Um político do Hezbollah deixou claro nesta sexta-feira que o acordo perde o sentido se Israel continuar com seus ataques em território libanês. Essa fala reforça a tensão. A situação segue alta, mesmo depois de uma trégua que foi anunciada para durar um tempo maior. Ambos os lados, tanto Israel quanto o Hezbollah, continuam trocando ataques. Isso levanta sérias dúvidas sobre a eficácia dessa pausa nos conflitos.

Ali Fayyad, que é parlamentar e um dos fundadores do Hezbollah, defendeu o direito do grupo de revidar. Ele chamou a ação israelense de “agressão”. As declarações de Fayyad vieram após o anúncio da extensão do cessar-fogo, feito por Donald Trump. O governo libanês, inclusive, já havia reclamado de violações por parte de Israel durante a trégua. Por outro lado, Israel também acusa o Hezbollah de não respeitar o acordo, com disparos registrados.

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Desafios do cessar-fogo Israel Líbano

A trégua original começou em 16 de abril. A previsão era durar dez dias. Com a recente renovação, a expectativa é que ela se mantenha, pelo menos, até meados de maio. Contudo, a prática mostra um cenário bem diferente. Mesmo com o acordo valendo, os ataques entre Israel e o Hezbollah não pararam nos últimos dias. Houve, por exemplo, um ataque israelense que causou uma explosão em Beirute, capital do Líbano, em 6 de março de 2026. Imagens registraram o ocorrido.

Nesta quinta-feira, o grupo libanês lançou foguetes contra o norte de Israel. A defesa israelense conseguiu interceptá-los. Já na quarta-feira anterior, um bombardeio israelense no sul do Líbano tirou a vida de pelo menos cinco pessoas. Entre as vítimas, estava uma jornalista libanesa de 43 anos. Este fato gerou grande repercussão e reforçou a fragilidade do acordo.

Estados Unidos tentam mediar o cessar-fogo

Donald Trump usou uma rede social para informar sobre uma reunião na Casa Branca. Ele encontrou autoridades de alto nível de Israel e do Líbano. O encontro buscou uma nova rodada de negociações. Além de Trump, participaram o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e os embaixadores de Israel e do Líbano. Trump destacou que a reunião foi produtiva. Ele afirmou que os Estados Unidos vão ajudar o Líbano a se proteger do Hezbollah. Ademais, ele anunciou a extensão do cessar-fogo Israel Líbano por mais três semanas.

Trump também disse que espera receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca. Isso, aliás, pode acontecer nas próximas semanas. Apesar de todos esses esforços para prolongar a trégua, o sul do Líbano continua em uma situação muito instável. Ataques ainda acontecem na região. Inclusive, tropas israelenses mantêm uma faixa de segurança de até dez quilômetros dentro do território libanês. O dia mais fatal desde o início do cessar-fogo foi a quarta-feira, com os bombardeios israelenses que mataram cinco pessoas. Assim, a instabilidade na região mostra que o cessar-fogo Israel Líbano ainda é uma meta distante. Líbano e Israel, vale lembrar, estão oficialmente em estado de guerra desde a criação de Israel.