A visita do Papa Leão na Argélia marcou um momento importante para o país. Nesta semana, o pontífice esteve em Annaba, a antiga cidade de Hipona, onde realizou diversas atividades. Ele seguiu os passos de Santo Agostinho, uma figura que ele admira muito. Durante sua estadia, o Papa Leão plantou uma oliveira, um símbolo de paz. Ele também falou sobre a importância do diálogo e da fraternidade. A visita aconteceu em um período de tensões. A presença do papa trouxe uma mensagem de esperança para a região. O impacto do Papa Leão na Argélia foi notável.
Na terça-feira, o Papa Leão XIV chegou a Annaba, conhecida como a histórica Hipona. Lá, ele visitou os restos arqueológicos da cidade, um local com muita história. Ademais, o pontífice foi a um centro que atende idosos carentes, administrado por freiras católicas. Mesmo com chuva, o papa percorreu o sítio arqueológico romano. Ele plantou uma oliveira enquanto um coral cantava músicas em latim, amazigh e árabe. As canções tinham textos de Santo Agostinho que falavam sobre paz e união. Santo Agostinho viveu nesta cidade e suas “Confissões” são um livro muito importante para o cristianismo. A importância desta etapa para o Papa Leão na Argélia foi inegável.
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Papa Leão na Argélia: Os passos de Santo Agostinho
À tarde, o Papa Leão celebrou uma missa na Basílica de Santo Agostinho. Muitos líderes religiosos de várias partes da África participaram. Na sua fala, feita em francês, o papa pediu aos cristãos da Argélia que mostrem o Evangelho. Ele disse que isso pode ser feito com gestos simples, relações verdadeiras e conversas no dia a dia. Uma freira, Irmã Rose-Marie de Tauzia, que mora em Argel há vinte anos, expressou sua alegria. Ela contou que a visita do papa serviu para “anunciar a paz” em um momento difícil, com o mundo cheio de tensões. De fato, a mensagem do Papa Leão na Argélia foi bem recebida, reforçando a importância da fé e da união.
Depois da missa, o Papa Leão XIV afirmou que a viagem foi um “presente de Deus” para ele. Ele também agradeceu às autoridades por ajudarem a visita a acontecer bem. O pontífice, que faz parte da ordem agostiniana, se identificou como “filho” do santo. Em seu primeiro discurso na Argélia, Leão homenageou as pessoas que morreram na guerra de independência da França, que aconteceu entre 1954 e 1962. Dessa forma, ele mostrou respeito pela história do país. A presença do Papa Leão na Argélia, portanto, teve um forte simbolismo histórico.
Sociedade vibrante e o Papa Leão na Argélia
Além disso, o papa pediu às autoridades argelinas para “não terem medo” de uma maior participação da população na política. Ele defendeu uma “sociedade civil vibrante, dinâmica e livre”. Desde os protestos de 2019, que pediam mudanças e mais transparência, grupos de direitos humanos têm falado sobre a diminuição das liberdades. Eles também apontam para o aumento do controle sobre os espaços públicos. O papa, portanto, deixou claro sua visão: “As autoridades são chamadas não a dominar, mas a servir o povo e promover seu desenvolvimento”. Esta mensagem reforça a importância da liberdade e do serviço público para a Argélia, um ponto chave da agenda do Papa Leão na Argélia.
Críticas e a visita do pontífice
A visita do Papa Leão a um país de maioria muçulmana teve um ponto controverso. O presidente americano da época, Donald Trump, criticou duramente o papa. Trump o chamou de “fraco” e “terrível”. Este foi um ataque pessoal forte, algo inédito de um presidente dos EUA contra um pontífice. As críticas de Trump foram feitas em sua rede social. Ele repetiu que o Papa Leão XIV era fraco. No entanto, o papa já tinha respondido a críticas anteriores de Trump, dizendo que não tinha medo do governo americano. A controvérsia, então, não tirou o foco das mensagens de paz e diálogo que o Papa Leão na Argélia quis levar.
Apesar das polêmicas, a passagem do pontífice pela Argélia deixou um legado de diálogo inter-religioso e um chamado à construção de uma sociedade mais justa e participativa. A oliveira plantada, portanto, simboliza a esperança de que as sementes da paz e da fraternidade possam crescer e dar frutos na região. A visita do Papa Leão na Argélia certamente ficará na memória.
