Um técnico de enfermagem autista fez uma grave denúncia após buscar atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Jadson Freire de Mendonça, de 39 anos, afirma ter sido agredido e algemado por seguranças da unidade enquanto passava por uma crise relacionada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O incidente, ocorrido em uma sexta-feira à noite, levanta questionamentos sobre o preparo das unidades de saúde para lidar com pacientes neurodivergentes em momentos de vulnerabilidade. A denúncia de agressão em UPA trouxe à tona a necessidade de protocolos específicos.
O Atendimento e o Conflito na UPA
Jadson e sua esposa estavam a caminho da UPA. O carro deles bateu em um objeto na pista, e a mulher sofreu um corte na cabeça. Ela recebeu atendimento na unidade, passando por sutura. Contudo, a médica informou que não seria preciso mantê-la em observação. Jadson não concordou com essa avaliação. Por isso, ele pediu que a esposa ficasse em um leito por segurança.
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A unidade negou o pedido de Jadson. A justificativa foi a falta de vagas. Entretanto, Jadson diz ter visto leitos vazios enquanto andava pelo local. Além disso, ele não recebeu atendimento específico para a crise que estava enfrentando. Jadson usava um tapa-olho por causa da sensibilidade à luz. Ele afirma que estava com os olhos cobertos no momento das agressões. “Eu estava de tapa-olho, ou seja, de olhos fechados, e fui agredido nessa condição”, declarou o técnico. Este relato é central para entender a agressão em UPA que ele alega ter sofrido.
Denúncia de Agressão em UPA e suas Consequências
O conflito aumentou quando Jadson tentou sair da UPA e entrar novamente pela recepção. Um segurança o impediu. O técnico de enfermagem relata ter sofrido ofensas e ameaças. Jadson admite ter empurrado o agente. Logo depois, outros seguranças o agrediram. Eles o algemaram com força e o prenderam no chão. Ele afirma que as agressões continuaram mesmo após ser algemado.
Após a confusão, Jadson foi levado para a delegacia. Em seguida, ele retornou à UPA. Lá, ele conseguiu novo atendimento. Realizou exames de raio-x no rosto e no nariz. Na segunda-feira seguinte, Jadson passou por um exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. A agressão em UPA é um caso que demanda investigação.
A Necessidade de Preparo para Pessoas Autistas
Jadson destaca a falta de preparo da UPA para atender pessoas neurodivergentes em crise. Ele estava em um quadro conhecido como “meltdown”. Este é um momento de sobrecarga emocional, sensorial ou mental. Tal situação pode comprometer temporariamente o controle de reações e a comunicação. Por isso, exige um acolhimento e manejo especializado.
Jadson acredita que a unidade não tem capacitação nem protocolos adequados para lidar com pacientes com Transtorno do Espectro Autista em momentos de desregulação emocional. A ausência de um tratamento específico agrava a situação. A denúncia sobre a agressão em UPA ressalta essa necessidade urgente. Este episódio serve como um alerta para a urgência de treinamentos e diretrizes claras em unidades de saúde. Jadson tentou contato com autoridades municipais, como o prefeito, a secretária de Saúde e vereadores. Contudo, ele afirma não ter recebido resposta até o momento.
