A Justiça do Rio de Janeiro decidiu suspender o leilão de prédio em Botafogo, na Zona Sul da cidade. A medida, em caráter liminar, atende a um recurso do Grupo Sendas, dono do terreno. O imóvel, que abriga comércios ativos, foi desapropriado pela prefeitura para “renovação urbana”. Contudo, a decisão judicial aponta suspeitas de irregularidades no processo. A suspensão paralisa o procedimento de desapropriação e o leilão que estava agendado.
A prefeitura do Rio desapropriou o imóvel em dezembro do ano passado. Um decreto publicado no Diário Oficial declarou o local de utilidade pública. O objetivo, segundo o município, era a “renovação urbana”, com a posterior venda em hasta pública. No entanto, a ação gerou forte reação de moradores e comerciantes da região. Eles questionam a legalidade da desapropriação e afirmam que o prédio não estava abandonado. A polêmica em torno do leilão de prédio em Botafogo cresceu rapidamente.
Leia também
O espaço, na Rua Barão de Itambi, funcionava com um supermercado e outros serviços. A vizinhança seria diretamente afetada pela remoção de estabelecimentos em pleno funcionamento. Além disso, o imóvel passou por uma reforma recente. A intenção era preparar o local para a chegada de uma nova rede de supermercados, conforme informou Arthur Sendas Filho, presidente da Sendas Invest. A interrupção do leilão de prédio em Botafogo impede, por ora, a concretização dessa mudança.
Por que a Justiça suspendeu o leilão de prédio em Botafogo?
A decisão inicial da Justiça de primeira instância negou o pedido para barrar o leilão. Contudo, o Grupo Sendas recorreu, e a segunda instância reverteu o entendimento. O tribunal considerou a existência de indícios suficientes para interromper o processo. Assim, uma análise mais detalhada do caso se faz necessária. A suspensão do leilão de prédio em Botafogo se baseia em possíveis falhas no processo administrativo.
O Grupo Sendas argumenta que o processo de desapropriação tem ilegalidades. A empresa aponta um possível desvio de finalidade. Segundo a defesa, a desapropriação atenderia a interesses específicos, não ao interesse público. O vereador Pedro Duarte (PSD) também entrou na Justiça para impedir o leilão, reforçando a defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Ele criticou a forma como a prefeitura conduziu a desapropriação que levaria ao leilão de prédio em Botafogo.
Arthur Sendas Filho expressou seu choque com a situação. Ele comparou a ação a uma imobiliária que, em conluio com a prefeitura, desapropriaria um imóvel para um empreendimento próprio. Essa visão levanta preocupações sobre a segurança jurídica da propriedade privada na cidade. Portanto, a decisão liminar traz um alívio temporário para os envolvidos.
Impacto e próximos passos para o leilão de prédio em Botafogo
A suspensão do leilão é provisória. A decisão liminar será ainda examinada pelo colegiado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Até que essa análise aconteça, o processo de desapropriação e o leilão do imóvel permanecem parados. A disputa legal já dura alguns meses e envolve a possibilidade de um novo supermercado Mundial ocupar o local.
A prefeitura tentou a desapropriação para um projeto da FGV. No entanto, os oponentes da medida sempre defenderam o respeito à propriedade privada. Eles também destacam a preferência da vizinhança pelos serviços ali estabelecidos. A comunidade aguarda agora o desfecho dessa questão que afeta diretamente o comércio e a vida local e o futuro do leilão de prédio em Botafogo.
