Inicialmente, a Polícia Civil de Minas Gerais deu um passo importante na investigação. Nesse sentido, eles realizaram a reprodução simulada do feminicídio em Campo Belo. O crime vitimou Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos. A ação aconteceu na manhã de uma sexta-feira. O principal suspeito, Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, filho da vítima, participou. Ele está preso. A reconstituição durou cerca de 1 hora e 20 minutos. O objetivo, por exemplo, era esclarecer pontos-chave deste trágico feminicídio.
Em primeiro lugar, a simulação buscou alinhar as versões do suspeito com as provas. De fato, o inquérito tinha diferentes relatos. Este trabalho, portanto, foi crucial para entender a dinâmica do feminicídio. O crime chocou a cidade no domingo de Páscoa, no bairro Arnaldos. Policiais civis, peritos e policiais penais acompanharam. Além disso, a movimentação atraiu a atenção de muitos moradores da região, ou seja, o caso gerou grande repercussão.
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Reconstituição do Feminicídio em Campo Belo: Detalhes da Simulação
Primeiramente, a reprodução simulada começou cedo, por volta das 8h21. Em seguida, ela se estendeu até as 9h40. Assim, nesse período, as autoridades refizeram os passos do que teria acontecido no dia do crime. O objetivo principal, contudo, era esclarecer contradições. As declarações de Jorge Miguel da Silva sobre a morte da mãe tinham divergências. Havia dúvidas sobre o horário exato e, ademais, como ele ocultou o corpo por vários dias.
Por um lado, a equipe de investigação, coordenada pela delegada Raffaela Franco Santos, já possuía indícios. De outro lado, eles não batiam com o que o suspeito havia dito. Portanto, a reconstituição foi essencial. Ela serviu para confrontar e validar as informações sobre o feminicídio. Após os trabalhos, Jorge Miguel da Silva voltou ao presídio de Campo Belo. Ele aguarda os próximos passos do inquérito, assim, para a conclusão do caso.
Suspeito Muda Versão Sobre o Horário do Crime
Um dos pontos mais importantes esclarecidos foi o momento da morte de Rosilene. De início, Jorge Miguel afirmou que o crime ocorreu no final do dia. Isso foi no domingo de Páscoa. Contudo, as provas da Polícia Civil apontavam para outro período. Indicavam o início da manhã, ou seja, bem antes do que ele havia declarado.
Primeiramente, a delegada Raffaela Franco Santos explicou a incompatibilidade. Com efeito, ela disse que a versão inicial do suspeito não batia com as demais provas. Durante a reconstituição, no entanto, ele mudou sua história. Atualmente, ele diz que matou a mãe entre 8 e 9 horas da manhã. Ou seja, isso aconteceu logo depois de chegar da casa da namorada. Ele havia dormido lá após uma festa em Varginha. Essa nova declaração, portanto, se alinha melhor com a investigação.
Em primeiro lugar, essa mudança é significativa. Sobretudo, ela ajuda a montar o quebra-cabeça do crime. Ajuda também a entender a sequência dos eventos. Assim, a Polícia Civil consegue ter uma visão mais clara do que aconteceu naquele domingo. Em outras palavras, a reconstituição foi decisiva para o inquérito.
Como o Corpo Foi Ocultado Pelo Suspeito
Em seguida, outro detalhe importante foi desvendado. De fato, a reprodução simulada ajudou a entender como o corpo de Rosilene ficou escondido. Por exemplo, foram três dias. Mesmo com pessoas procurando pela vítima, o suspeito conseguiu mantê-lo oculto. A delegada informou que Jorge Miguel escondeu o corpo em um cômodo da casa.
Para isso, ele usou objetos como caixas para dificultar a visualização. Assim, ele as organizou para criar uma barreira. Em outras palavras, era como um “muro de proteção”, descreveu a delegada. A tática, desse modo, visava impedir que alguém visse o corpo. Isso aconteceria se a pessoa tivesse acesso à cozinha da residência. Dessa forma, ele ganhou tempo. Além disso, a ocultação foi um fator complicador para a investigação.
A reconstituição permitiu aos investigadores compreender melhor essa parte da história. Eles verificaram a viabilidade da ocultação. Consideraram o relato do suspeito e os indícios. Portanto, a simulação foi crucial para detalhar essa etapa do feminicídio.
Portanto, a investigação do feminicídio em Campo Belo continua. Nesse sentido, a Polícia Civil segue trabalhando. Além disso, eles querem reunir todas as provas. O objetivo é finalizar o inquérito e, além disso, garantir a justiça neste caso delicado. Em suma, o trabalho segue firme para esclarecer os fatos.
