Feminicídio em Campo Belo: Homem pega 60 anos de prisão

A Justiça de Minas Gerais condenou Maurício Júnior Valadão a 60 anos de prisão pelo feminicídio de Carla Alves Pardinho em Campo Belo. Saiba mais sobre o caso.

Feminicídio em Campo Belo: Homem pega 60 anos de prisão

A Justiça de Minas Gerais condenou um homem por matar a ex-companheira. Maurício Júnior Valadão recebeu uma pena de 60 anos de prisão. A condenação foi em regime fechado pelo crime de **feminicídio em Campo Belo**. O julgamento, por sua vez, ocorreu nesta quinta-feira (23) no Fórum da cidade. Ele trouxe à tona os detalhes de um crime brutal que chocou a comunidade. A vítima, Carla Alves Pardinho, foi assassinada a facadas em julho de 2025. Além disso, este caso reforça a gravidade da violência contra a mulher e, consequentemente, a importância de medidas protetivas no combate ao **feminicídio**.

O Julgamento e a Pena para o Agravamento do Crime

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras do crime. Elas, de fato, se enquadram no artigo 121-A, §2º, incisos III, IV e V, do Código Penal. Dessa forma, a Justiça aplicou a pena máxima para o réu, sem fixação de multa. Maurício Júnior Valadão está preso desde 15 de julho de 2025, data do crime, no Presídio de Campo Belo. Ele continua à disposição das autoridades. A propósito, a decisão da juíza Maiara Nuernberg Philippi, que presidiu o julgamento, representa um passo importante na busca por justiça para Carla e sua família.

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Detalhes do Feminicídio em Campo Belo

Carla Alves Pardinho, de 30 anos, foi atacada pelo ex-companheiro, de 28, na tarde de 15 de julho de 2025. O crime aconteceu no bairro Vila São Jorge, em Campo Belo. Moradores ouviram gritos e viram o ataque. Carla foi socorrida pelo Samu e pelos Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. A equipe médica informou que ela tinha várias perfurações no pescoço e entrou em parada cardiorrespiratória. Conforme a perícia da Polícia Civil, foram 11 facadas, sendo oito no pescoço e três nas costas. Assim sendo, este relato relembra os detalhes chocantes deste **feminicídio**.

As Medidas Protetivas e o Alerta contra o Feminicídio

Dias antes do assassinato, Carla havia procurado a Delegacia da Mulher. Ela registrou um boletim de ocorrência por ameaças e perseguição, já que o relacionamento havia terminado. A Justiça concedeu medidas protetivas. Contudo, a própria vítima pediu a retirada dessas medidas poucos dias antes do crime. A delegada da mulher, Rafaela Franco, na época, comentou sobre a situação. Ela disse que Carla confiou em quem não era confiável e retirou a medida por esperança de mudança. Infelizmente, o agressor se mostrou mais violento. Ele cometeu o crime à luz do dia, na frente do filho de quatro anos da vítima. Em vista disso, este caso serve de alerta, por exemplo, para a importância de manter as medidas de proteção.

A Captura do Agressor e a Luta por Justiça

Após o crime, Maurício Júnior Valadão tentou fugir. Ele se escondeu em uma casa nos fundos da residência de Carla. Moradores tentaram linchá-lo, mas a Polícia Militar o prendeu em flagrante. A PM também informou que, ademais, após o ataque, o homem subiu para o andar superior da casa, arrombou a porta do banheiro e tentou se enforcar com uma corda. Dessa forma, este desfecho trágico ressalta a urgência em combater a violência doméstica e o **feminicídio em Campo Belo**, bem como em todo o país. A sociedade, por conseguinte, precisa se unir para proteger as vítimas e garantir que a justiça seja feita.