Uma brasileira entrou com um processo MrBeast nos Estados Unidos, acusando a empresa do famoso youtuber de assédio sexual, moral e diversas irregularidades trabalhistas. Lorrayne Mavromatis usou as redes sociais para divulgar sua história. As alegações detalhadas na ação judicial revelam um cenário de tratamento desigual e pressão constante no ambiente de trabalho.
Irregularidades durante a licença-maternidade
A ação judicial aponta sérias falhas no cumprimento da Lei de Licença Familiar e Médica (FMLA). Esta lei garante que funcionários possam se afastar do trabalho temporariamente, como no caso de nascimento de um filho. Contudo, Lorrayne Mavromatis afirma que a empresa não a orientou sobre seus direitos ao solicitar a licença-maternidade. Ademais, a funcionária teve que continuar trabalhando mesmo durante o período de afastamento, incluindo:
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- Participação em chamadas de trabalho enquanto ainda estava na sala de parto;
- Gestão de lançamentos de produtos;
- Atuação em projetos que exigiram viagem internacional ao Brasil, poucas semanas depois do nascimento do filho.
A empresa demitiu Lorrayne menos de três semanas após seu retorno integral ao trabalho. Ela considera isso uma clara retaliação. O processo MrBeast também destaca que um homem substituiu Lorrayne em sua posição, o que sugere discriminação.
Ambiente de trabalho e assédio moral
O ambiente de trabalho, conforme descrito no processo, lembra um “clube do Bolinha”. Ou seja, um local onde homens recebem tratamento preferencial. Lorrayne relata ter sido excluída de reuniões importantes, todas compostas apenas por homens.
Por exemplo, ela também menciona episódios humilhantes. Um deles ocorreu quando ela precisou buscar uma cerveja para Jimmy Donaldson, o MrBeast, antes de uma gravação. Esta tarefa parecia degradante, ainda mais por acontecer na frente de toda a equipe. Tais situações contribuem para o quadro de assédio moral, reforçando as alegações do processo MrBeast.
Acusações contra o ex-CEO
As denúncias incluem condutas problemáticas atribuídas a James Warren, então CEO da empresa. Warren teria feito comentários impróprios sobre a aparência de Lorrayne. Ele também pediu encontros privados fora do escritório. Além disso, em outro trecho do processo, Lorrayne afirma que Warren comentou sobre um suposto “efeito sexual” que ela causaria em MrBeast. Quando ela relatou que um cliente fez avanços indesejados, a resposta que recebeu foi que deveria se sentir “honrada”. Essas falas mostram uma cultura de desrespeito e objetificação dentro da organização, conforme detalhado no processo MrBeast.
Retaliação após denúncia interna
Depois de formalizar uma queixa interna sobre o ambiente de trabalho, em novembro de 2023, Lorrayne começou a sofrer consequências profissionais. Ela descreve estas ações como retaliação. Entre as medidas, a funcionária foi transferida de um cargo executivo para uma função de nível médio na divisão de mercadorias. Suas atribuições diminuíram e ela perdeu autonomia. A empresa a desligou de sua equipe original. Ela passou a atuar em um setor menos estratégico, evidenciando uma punição por ter denunciado as irregularidades. O processo MrBeast busca justiça para estas graves acusações e para as vítimas de assédio.
