Segundo PM suspeito de invadir hospital e matar paciente é preso na Bahia

Um segundo policial militar, acusado de invadir um hospital e matar um paciente a tiros em Itaparica, Bahia, se entregou às autoridades. O PM preso estava foragido e agora responderá por homicídio qualificado e fraude processual.

Um policial militar suspeito de matar um paciente em um hospital de Itaparica, Bahia, se entregou à polícia. Este PM preso estava foragido. Ele se apresentou com advogados na Corregedoria da Polícia Militar nesta quarta-feira (22). A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Antônio Daniel de Castro, o que levou à sua custódia imediata. O advogado Yuri Carneiro confirmou que a entrega foi voluntária e que o policial não tinha intenção de fugir da Justiça. Ele não foi encontrado durante a Operação False Shield, iniciada pela Polícia Civil da Bahia na semana passada.

PM Preso: Detalhes da Entrega e Investigação

A apresentação de Antônio Daniel foi organizada para que ele pudesse cumprir o mandado de prisão preventiva e responder ao processo legalmente. Após se apresentar na Corregedoria, o PM preso será levado ao Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas. Este caso ganhou destaque com a Operação False Shield, que apura os crimes de homicídio qualificado e fraude processual. As investigações buscam esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido, que chocou a população local e levantou questões sobre a conduta de agentes de segurança.

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A ação policial que resultou na morte do paciente ocorreu em 6 de setembro de 2023. Naquele dia, dois policiais militares, que não estavam em serviço, invadiram o Hospital Geral de Itaparica. Usando coletes balísticos e um deles portando uma arma longa, eles abriram fogo contra um paciente que estava sendo atendido após ter sido baleado no braço. O ataque aconteceu na sala de sutura, na frente de várias testemunhas, tornando o cenário ainda mais grave e preocupante. A participação do PM preso neste episódio é um dos focos da investigação.

O Primeiro Policial Militar Preso no Caso

José Bomfim Ferreira da Silva, o outro policial militar suspeito de participar do crime, foi detido na primeira fase da operação, na semana passada. A prisão de Bomfim ocorreu no bairro de Manguinhos, também em Itaparica. Durante a busca e apreensão na casa de José Bomfim, a polícia encontrou uma pistola calibre .40, três carregadores, 87 munições e dois aparelhos celulares. Estes itens são evidências importantes para o andamento da investigação e podem ajudar a conectar os suspeitos ao crime. O trabalho para prender o segundo PM preso continuou até sua entrega.

As autoridades investigam a possibilidade de os policiais terem tentado alterar a cena do crime e coagido as pessoas presentes no local. Essas ações, se confirmadas, adicionam mais gravidade às acusações de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil da Bahia continua trabalhando para reunir todas as provas e depoimentos necessários, com o objetivo de entender a motivação e a dinâmica completa do ataque. A comunidade aguarda respostas e justiça para o caso.

A Operação False Shield demonstra o empenho das forças de segurança em investigar e punir crimes, mesmo quando envolvem seus próprios membros. A transparência na condução dessas investigações é fundamental para manter a confiança da população nas instituições. O caso do PM preso em Itaparica serve como um lembrete da importância de um sistema de justiça robusto e imparcial, capaz de apurar atos criminosos sem distinção, garantindo que a lei seja aplicada a todos.