O time do Guarani tem um novo plano financeiro para 2026. Na terça-feira, os conselheiros do clube deram o aval para o Orçamento Guarani, que prevê entradas e saídas de R$ 47,5 milhões. Esta decisão foi unânime e define como o clube vai gastar e arrecadar o dinheiro no próximo ano. É um passo importante para as finanças do Bugre, pois mostra o caminho para os investimentos e a gestão do dia a dia. Assim, todos os setores do clube sabem o que esperar para a próxima temporada. Além disso, o planejamento foi feito com cuidado e agora serve como guia, garantindo mais segurança nas operações.
Como o Orçamento Guarani se divide em receitas
As receitas do Guarani para 2026 mostram de onde o dinheiro vai vir. Os direitos de transmissão são a maior parte, com quase R$ 10 milhões. Além disso, os repasses da Libra e os patrocínios também contribuem muito para a arrecadação. Por exemplo, o clube espera receber R$ 8,4 milhões da Libra, um valor significativo. A venda de jogadores, ou seja, as negociações de atletas, deve trazer R$ 6 milhões, o que destaca a importância de desenvolver talentos. O programa de sócios, por sua vez, tem a meta de gerar R$ 3,6 milhões. Portanto, a participação dos torcedores é essencial para o sucesso financeiro. A bilheteria dos jogos, por exemplo, está estimada em R$ 1,2 milhão para o ano. Contudo, outras fontes como a Guarani Store e aluguéis também ajudam a compor o valor total, diversificando as entradas.
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- Direitos de transmissão: R$ 9.990.848,00
- Libra: R$ 8.435.848,00
- Aporte Caixa: R$ 7.000.000,00
- Venda de jogadores: R$ 6.000.000,00
- Patrocínios + permutas: R$ 4.200.000,00
- Associados: R$ 3.660.000,00
- Venda judicial: R$ 2.100.000,00
- Guarani Store: R$ 1.560.000,00
- Bilheteria: R$ 1.200.000,00
- Aluguéis: R$ 900.000,00
As principais despesas do Orçamento Guarani
No lado das despesas, o maior gasto do Guarani está com a folha de pagamento e os encargos. As despesas com o pessoal somam R$ 10,8 milhões, uma quantia considerável. No entanto, o orçamento também lista R$ 8,4 milhões em “outras despesas com pessoal”. Isso indica gastos adicionais com funcionários e colaboradores. O clube também precisa guardar R$ 5,4 milhões para pagamentos da Recuperação Judicial. Assim, o cumprimento de acordos financeiros passados é uma prioridade para a gestão atual. As despesas gerais e as despesas esportivas também representam uma parte considerável do orçamento, exigindo controle. Por exemplo, os custos de jogos chegam a R$ 4,32 milhões, incluindo logística e organização. Os encargos sociais, que são impostos e contribuições, somam R$ 3,6 milhões. Portanto, gerenciar bem esses gastos é crucial para a saúde financeira do clube e para manter as contas em dia.
- Despesas com pessoal: R$ 10.800.000,00
- Outras despesas com pessoal: R$ 8.400.000,00
- Recuperação Judicial: R$ 5.400.000,00
- Despesas gerais: R$ 4.920.000,00
- Despesas esportivas: R$ 4.680.000,00
- Custos de jogos: R$ 4.320.000,00
- Encargos sociais: R$ 3.600.000,00
- Antecipações: R$ 3.000.000,00
- Loja e Sócio Campeão: R$ 1.740.000,00
Impacto do Orçamento Guarani no futuro do clube
Com a aprovação do orçamento, o Guarani tem um roteiro claro para os próximos passos. Este documento vai guiar os investimentos no departamento de futebol, desde contratações até a manutenção da estrutura. Além disso, ele direciona as operações administrativas do clube para o restante da temporada, assegurando a eficiência. O planejamento financeiro ajuda a evitar surpresas e a tomar decisões mais seguras, promovendo a estabilidade. Portanto, o clube pode focar em seus objetivos esportivos e financeiros sem grandes preocupações. O Guarani, por exemplo, se prepara para a estreia na Série C do Campeonato Brasileiro, um desafio importante. O time joga contra o Maranhão, fora de casa, no dia 4 de abril, um sábado, às 17h. Esta partida marca o início de uma nova fase para o Bugre, que busca bons resultados em campo, com o apoio de um planejamento financeiro sólido e bem definido.
