Demissão de treinadores: Brasileirão 2026 já registra a décima saída

A alta rotatividade de técnicos no Campeonato Brasileiro 2026 continua, com a saída de Dorival Júnior do Corinthians, marcando a décima demissão de treinadores na competição. Entenda o cenário.

A temporada do futebol brasileiro de 2026 mostra um cenário conhecido: a alta rotatividade de técnicos. Com a saída de Dorival Júnior do Corinthians, o Campeonato Brasileiro já registra a décima demissão de treinadores. Este número, alcançado logo no início da competição, destaca a pressão constante sobre os profissionais e a impaciência dos clubes em busca de resultados imediatos. A busca por um desempenho superior e a necessidade de respostas rápidas acabam por encurtar a permanência dos comandantes nas equipes.

A Saída de Dorival Júnior e o Cenário Atual

A mais recente mudança na beira do campo envolveu Dorival Júnior. Ele não comanda mais o Corinthians. O clube o desligou após uma derrota por 1 a 0 para o Internacional, em casa, no último domingo. Dorival havia conquistado a Copa do Brasil em 2025 e a Supercopa do Brasil em 2026 com o Timão. Sua passagem pelo clube paulista teve 66 jogos, com 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas, resultando em um aproveitamento de 48,9%.

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Esta demissão de treinadores é um reflexo da dinâmica do futebol nacional, onde a estabilidade é rara. Os clubes, muitas vezes, reagem a poucas rodadas de resultados negativos, esperando que uma troca no comando técnico possa reverter a situação rapidamente.

Uma Lista Crescente: Outras Demissões de Treinadores

A lista de técnicos que deixaram seus postos no Brasileirão 2026 é extensa, começando com Jorge Sampaoli e seguindo com outros nomes conhecidos no cenário nacional.

Jorge Sampaoli: O Primeiro a Sair

O argentino Jorge Sampaoli foi o primeiro técnico a ser desligado no Campeonato Brasileiro de 2026. Contratado em setembro de 2025, ele foi vice-campeão da Sul-Americana no mesmo ano. Sampaoli saiu no dia 12 de fevereiro, após um empate em 3 a 3 com o Remo, pela terceira rodada do Brasileirão. Ele comandou a equipe em 34 partidas, com 10 vitórias, 16 empates e oito derrotas, alcançando 45% de aproveitamento.

Fernando Diniz Deixa o Vasco

Fernando Diniz foi demitido do Vasco em 22 de fevereiro. A decisão veio depois de uma derrota por 1 a 0 para o Fluminense, na semifinal do Campeonato Carioca. No Brasileirão, o Vasco havia disputado apenas três rodadas, com um empate e duas derrotas. Diniz chegou ao clube em maio de 2025 e ficou por 10 meses, totalizando 54 jogos, com 17 vitórias, 15 empates e 22 derrotas, um aproveitamento de 41%.

Juan Carlos Osorio no Remo

O treinador colombiano Juan Carlos Osorio foi demitido do Remo em 1º de março. A saída ocorreu após uma derrota por 2 a 1 para o Paysandu, no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense. No Brasileirão, o Remo tinha quatro rodadas jogadas, com três empates e uma derrota. Osorio esteve à frente do time em 14 jogos, com quatro vitórias, oito empates e duas derrotas, um aproveitamento de 48%.

Filipe Luís e o Fim da Linha no Flamengo

Filipe Luís, que havia sido campeão brasileiro com o Flamengo, não resistiu a um início de 2026 abaixo do esperado. O técnico viu o time perder os títulos da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Ele foi demitido em 3 de março, com o Rubro-Negro tendo disputado três jogos do Brasileirão (uma vitória, um empate e uma derrota). Em 2025, ele conquistou cinco títulos (Copa do Brasil 2024, Supercopa do Brasil 2025, Carioca 2025, Brasileiro 2025 e Libertadores 2025). Em 100 partidas como treinador, Filipe Luís teve 63 vitórias, 22 empates e 15 derrotas, um aproveitamento de 70%.

A Saída de Hernán Crespo do São Paulo

Hernán Crespo retornou ao São Paulo em junho do ano passado e foi demitido em 9 de março. O argentino, em sua segunda passagem pelo clube, também não conseguiu manter a estabilidade esperada. A pressão por resultados, característica do futebol brasileiro, impactou sua permanência.

A Rotatividade de Técnicos: Uma Preocupação Constante

A frequência na demissão de treinadores no Campeonato Brasileiro mostra um desafio para os clubes e para o planejamento a longo prazo. A busca por soluções rápidas pode levar a ciclos viciosos, onde a troca constante de comando impede a construção de um trabalho sólido. Para os torcedores, a incerteza sobre quem estará à frente da equipe é uma realidade a cada nova temporada. A discussão sobre a cultura de resultados imediatos e seus efeitos no desenvolvimento do futebol brasileiro continua relevante.