Um acidente com trave de futebol causou a morte de uma menina de três anos em uma escola particular de Prudentópolis, no Paraná. O fato ocorreu na última quinta-feira, dia 16, durante uma atividade recreativa. A criança, identificada como Sofia Aparecida Iaciuk, não resistiu aos ferimentos após a trave cair sobre ela. Assim, a família e a comunidade local lamentam a perda precoce.
A tragédia se deu por volta das 16h20, em uma quadra descoberta do colégio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, outras crianças teriam se pendurado no equipamento. Esta ação fez com que a trave tombasse e atingisse a cabeça da menina. Socorristas dos bombeiros prontamente atenderam Sofia, que entrou em parada cardiorrespiratória. Eles realizaram tentativas de reanimação por aproximadamente uma hora; no entanto, a criança não sobreviveu.
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A investigação do acidente com trave de futebol
A Polícia Científica esteve no local para realizar a perícia necessária. Além disso, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido. As autoridades buscam entender como a trave de futebol estava fixada e quais fatores contribuíram para a queda. Em suma, o objetivo principal é esclarecer o caso e determinar responsabilidades.
Reações e protocolos de segurança após o incidente com trave de futebol
A escola Nosso Futuro, onde o acidente aconteceu, divulgou uma nota de pesar. Nela, a instituição expressou profunda tristeza pela perda da aluna Sofia e ofereceu condolências à família. A Prefeitura de Prudentópolis também se manifestou, informando que, no momento da concessão do alvará, as condições do colégio estavam regulares. Mesmo assim, o município lamentou a fatalidade e a perda da menina.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) emitiu um comunicado a respeito da segurança de equipamentos esportivos. A secretaria destacou a importância de traves de futebol, tabelas de basquete e outros equipamentos estarem devidamente fixados. Eles devem usar sistemas adequados ao tipo de base, como chumbadores ou bases concretadas. A Seed-PR ainda mencionou que os equipamentos contratados pelo Estado seguem as normas da ABNT. Além disso, zeladores e monitores recebem orientações para fazer inspeções visuais rotineiras. A manutenção precisa ser constante para identificar sinais de desgaste, corrosão, trincas, folgas ou instabilidade estrutural; assim, a segurança é reforçada.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) informou que, até o momento, não existe uma norma brasileira específica apenas para traves de futebol. Esta informação levanta um debate sobre a necessidade de regulamentação mais clara para a segurança desses equipamentos. Portanto, a falta de uma norma dedicada pode dificultar a fiscalização e a garantia de que todas as traves instaladas em escolas e espaços públicos ofereçam a máxima segurança. Consequentemente, a atenção deve ser redobrada.
A segurança em ambientes escolares é um tema de constante preocupação. Incidentes como este reforçam a necessidade de vigilância contínua e a aplicação rigorosa de medidas preventivas. É fundamental que escolas e órgãos responsáveis revisem seus protocolos. Adicionalmente, a garantia da integridade física das crianças deve ser a prioridade máxima em todas as atividades. Dessa forma, tragédias futuras podem ser evitadas.
