O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela condenação 8 de janeiro de dois homens do Paraná. O pastor Éder Carlos Furlan e o empresário Cícero Aparecido Fernandes receberam uma sentença de 14 anos de prisão. Além disso, cada um deve pagar uma indenização de R$ 30 milhões por danos coletivos. O STF entendeu que os dois financiaram os atos que ocorreram em 8 de janeiro de 2023. Eles são da cidade de Maringá, no norte do Paraná.
A decisão do STF considerou Éder e Cícero culpados por vários crimes graves. Entre eles, estão a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e o golpe de Estado. Também foram condenados por dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. O julgamento deles terminou em 1º de dezembro de 2025. Os advogados dos condenados tentaram recorrer da decisão, mas o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os recursos. Com isso, o processo foi encerrado, não havendo mais como recorrer da sentença.
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A Investigação por Trás da Condenação 8 de Janeiro
A Polícia Federal (PF) chegou aos nomes de Éder e Cícero por meio de um levantamento. A investigação focou em empresas de transporte do Paraná que levaram veículos para Brasília antes do dia 8 de janeiro. Assim, a PF descobriu que os dois organizaram e pagaram por dois ônibus. Estes veículos transportaram 84 pessoas de Maringá até o Distrito Federal. O objetivo era que essas pessoas participassem dos atos.
Além disso, a apuração revelou que eles usaram nomes de outras pessoas e empresas. Esta prática serviu para esconder a origem do dinheiro usado para o transporte. Este detalhe aponta para uma tentativa de ocultar o financiamento dos atos. A defesa dos condenados optou por não falar sobre a decisão quando procurada. A igreja da qual Éder faz parte também não respondeu aos contatos.
Situação Atual e o Envolvimento Antes do 8 de Janeiro
Éder e Cícero não estão presos no momento. Eles aguardam os trâmites da Justiça para começar a cumprir as penas. Antes dos eventos de 8 de janeiro de 2023, os dois já participavam de um acampamento. Este acampamento foi montado em frente ao Tiro de Guerra de Maringá, entre o fim de 2022 e o início de 2023. A investigação os identificou como pessoas influentes dentro do grupo.
O acampamento era bem organizado e mostrava várias mensagens contra a democracia. Havia barracas, tendas com comida, carros e caminhões de som. Uma das faixas estendidas no local pedia “SOS Forças Armadas Reposição da lei e da ordem”. Panfletos distribuídos chamavam para uma greve de caminhões. Este contexto pré-8 de janeiro foi crucial para a investigação e para a compreensão do papel dos condenados. A decisão do STF reforça a posição do tribunal contra atos que buscam desestabilizar as instituições democráticas do país, culminando na condenação 8 de janeiro de seus financiadores e organizadores.
