MC Ryan SP: STJ Manda Soltar Funkeiro Preso em Operação da PF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar MC Ryan SP, preso em operação da PF. A decisão considerou ilegal a prisão temporária do funkeiro.

O funkeiro MC Ryan SP foi solto. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou sua liberação nesta quinta-feira, dia 23 de abril. Ele havia sido preso em 15 de abril, durante uma operação da Polícia Federal. A decisão do STJ considerou ilegal a prisão temporária de 30 dias. Isso porque a própria PF tinha solicitado uma prisão de apenas cinco dias, e este prazo já havia terminado.

A mesma medida se aplica a outros envolvidos na operação que se encontram em situação similar. Isso inclui nomes como MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, conhecido pela página Choquei. A operação que revelou o esquema criminoso é resultado de uma investigação mais longa. Ela aponta uma organização suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão.

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A Origem da Investigação sobre MC Ryan SP e o Esquema

A investigação começou bem antes dos mandados de prisão e busca. A Polícia Federal usou arquivos encontrados no iCloud. Estes eram do contador Rodrigo de Paula Morgado. Os dados foram obtidos em uma operação anterior, chamada Narco Bet. Esta, por sua vez, derivou da Operação Narco Vela. Ambas aconteceram em 2025. A PF realizou uma grande ação com 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão. Estas ações ocorreram em oito estados e no Distrito Federal. Cantores como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estavam entre os detidos inicialmente.

Os dados encontrados na nuvem foram cruciais para a polícia. Eles mostraram uma organização criminosa “autônoma e diferente” da que foi investigada no começo. Esta nova organização se dedicava à lavagem de dinheiro em grande escala. Com o material obtido, a Polícia Federal conseguiu mapear uma estrutura complexa. Esta estrutura é suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão.

Como o Dinheiro Era Lavado pelo Grupo

O dinheiro vinha de várias fontes ilícitas. Entre elas, estavam as apostas ilegais e as rifas clandestinas. Além disso, o grupo praticava tráfico internacional de drogas. Para esconder a origem do dinheiro, usavam empresas de fachada, conhecidas como “laranjas”. Criptomoedas e remessas para o exterior também faziam parte do esquema. Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, do Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação. Outros produtores de conteúdo igualmente fizeram parte das prisões.

O Papel dos Influenciadores no Esquema Desvendado

A investigação detalhou como o esquema funcionava na prática. A Polícia Federal aponta que a organização usava contratos com influenciadores digitais. Estes contratos serviam para promover as atividades ilegais. As bets ilegais e as rifas clandestinas, por exemplo, alcançavam um público muito maior através das redes sociais. A participação de nomes conhecidos ajudava a dar credibilidade e atrair mais pessoas para o esquema criminoso. Desse modo, a rede de lavagem de dinheiro crescia rapidamente.

A Operação Narco Bet, de outubro de 2025, e a Narco Vela, de abril do mesmo ano, foram a base para a investigação atual. Elas já apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas e tráfico internacional de drogas. A análise minuciosa de dados, como os do iCloud, foi fundamental. Assim, a polícia conseguiu identificar a nova rede de lavagem de dinheiro e todos os seus participantes.

Próximos Passos e a Decisão do STJ

O caso continua em desenvolvimento. As defesas dos envolvidos devem apresentar suas argumentações nos próximos dias. A decisão do STJ de liberar MC Ryan SP e outros mostra a complexidade jurídica dessas grandes operações. A Polícia Federal segue investigando para desmantelar por completo a organização criminosa. Portanto, novas informações podem surgir em breve, conforme o processo avança. O objetivo é garantir que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos.