Na madrugada de quarta-feira, a Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, se tornou palco de uma tragédia. Daniel Patrício Santos de Oliveira, um comerciante de 29 anos, pai de uma menina de quatro anos, foi morto a tiros durante uma abordagem policial. O caso da morte na Pavuna levanta questões sobre a ação dos agentes e os planos interrompidos de uma família que buscava fugir da violência carioca.
Daniel Patrício, morador da região há mais de duas décadas, voltava de um pagode com amigos. O carro em que ele estava foi parado por policiais militares do 41º BPM (Irajá). Segundo a PM, um homem foi atingido e morreu no local. A corporação não explicou o motivo da abordagem. Este incidente ocorreu por volta das 3h30, na Rua Doutor José Thomaz. O veículo, uma caminhonete que Daniel havia comprado recentemente, ficou com marcas de tiros. O muro e o portão de uma escola municipal próxima também foram atingidos.
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Abordagem Policial na Pavuna e o Tiroteio
A família de Daniel tem outra versão para os fatos. A irmã dele, Thaís Oliveira, afirmou que não houve ordem de parada clara. Ela disse que foram feitos 23 tiros. Para a família, não houve revide, pois não havia arma no carro. Eles consideram Daniel mais uma vítima de um “Estado despreparado que atira para matar”. Portanto, os outros três passageiros do veículo não se feriram.
A Família Contesta a Morte na Pavuna
Daniel Patrício era conhecido na Pavuna, onde tinha uma loja de eletrônicos. Ele era pai de uma filha pequena, a quem era muito apegada. Karina Dias Paes, esposa de Daniel, contou sobre a dor da perda. Além disso, ela já havia perdido o pai há cinco meses. O casal tinha planos de sair do Rio de Janeiro justamente por causa da violência. A mudança já estava organizada. Eles buscavam um lugar mais seguro para criar a filha. Daniel tinha ido a Foz do Iguaçu com a caminhonete para trazer as coisas da mudança.
Os Sonhos Interrompidos do Comerciante
A mãe de Daniel, Elaine Oliveira, também criticou a ação policial. Ela descreveu a cena como um “absurdo” e falou sobre o despreparo dos policiais. A tragédia abala profundamente a família, que agora enfrenta a perda e a incerteza sobre o futuro da criança.
Investigação da Morte na Pavuna Continua
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, está investigando o caso. Peritos estiveram no local. Contudo, ainda não há informações oficiais sobre o número exato de disparos. O objetivo da investigação é esclarecer a motivação da abordagem e as circunstâncias da morte. A Polícia Militar informou que a ocorrência está em andamento e que a Delegacia de Homicídios foi acionada. A comunidade da Pavuna espera por respostas claras sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada.
