Geraldo Azevedo Oitentação: Novo Álbum Surpreende Fãs

O álbum Oitentação de Geraldo Azevedo chegou ao mercado. Lançado recentemente, este trabalho ao vivo traz uma surpresa para os fãs do cantor. Ele não foca apenas nos grandes sucessos.

O álbum Oitentação de Geraldo Azevedo chegou ao mercado. Lançado recentemente, este trabalho ao vivo traz uma surpresa para os fãs do cantor. Diferente do que a maioria dos registros ao vivo costuma fazer, ele não foca apenas nos grandes sucessos. Geraldo Azevedo escolheu um repertório que explora outras músicas de sua carreira. Ademais, o disco apresenta faixas inéditas. De fato, esta abordagem oferece uma nova perspectiva sobre a obra do artista pernambucano. Ela convida o público a redescobrir seu talento.

O Diferencial do Álbum Oitentação de Geraldo Azevedo

Muitos artistas optam por relançar seus maiores hits em álbuns ao vivo. Geraldo Azevedo já fez isso antes. Por exemplo, ele seguiu este caminho em trabalhos como “Solo contigo” (2019) e “Violivoz” (2023), feito com Chico César. Contudo, “Oitentação” se destaca por uma proposta diferente. De fato, das dez faixas que compõem o disco, apenas “Bicho de Sete Cabeças” (Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Renato Rocha, 1979) é um grande sucesso. Esta é a única canção muito conhecida no álbum. Isso mostra uma decisão clara do artista. Ele quer apresentar um recorte menos óbvio de seu cancioneiro. Em outras palavras, o objetivo é valorizar canções. Elas talvez não tiveram o mesmo destaque comercial. No entanto, possuem grande valor artístico.

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A escolha por um repertório alternativo reflete a intenção de manter o show da turnê “Oitentação” vivo no disco. A turnê celebra os 80 anos de Geraldo, completados em janeiro de 2015. Portanto, o álbum não é uma simples compilação. Pelo contrário, ele é um registro fiel de uma fase específica da carreira de Geraldo. Assim, ele convida o ouvinte a mergulhar em um universo musical menos explorado. Este universo é igualmente rico e autêntico.

Outras Músicas e Parcerias no Álbum Oitentação

O disco “Oitentação” não se limita apenas a músicas do próprio Geraldo Azevedo. Por exemplo, ele inclui “O Sal da Terra” (1981), um clássico de Beto Guedes com letra de Ronaldo Bastos. Esta canção humanista ganha nova interpretação na voz do pernambucano. Ademais, o álbum apresenta uma composição autoral inédita: o xote “Arthur e Alice”. Além disso, outra novidade é “Eu Vou Te Amar”, parceria de Geraldo com Pippo Spera. Lançada por Elba Ramalho em 1992, no álbum “Encanto”, a música agora aparece na voz de seu criador. Ela oferece uma versão original da faixa.

O repertório também resgata diversas canções menos conhecidas do próprio artista. Entre elas, destacam-se:

  • “Caravelas” (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, 1981)
  • “Talvez seja real” (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo, 1985)
  • “Lusitana do Norte” (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, 1986)
  • “Só porque” (Geraldo Azevedo e Pippo Spera, 1989)
  • “Estou em paz” (Geraldo Azevedo e Sérgio Peres, 2024)

O álbum ainda traz “Mona Ami” (Tonito e Liceu Dias Vieira, 1985). Esta música, de outros compositores, já havia sido gravada por Geraldo em um disco ao vivo de 1985. A inclusão dessas faixas mostra a curadoria cuidadosa por trás do projeto. Dessa forma, ela valoriza a diversidade e a profundidade do catálogo de Geraldo Azevedo.

A Sonoridade do Álbum Oitentação e a Turnê Contínua

A sonoridade do álbum Oitentação de Geraldo Azevedo apresenta algumas particularidades. De fato, certos arranjos do disco podem diminuir a doçura que geralmente caracteriza o canto de Geraldo. Isso oferece uma experiência auditiva diferente, talvez com uma pegada mais encorpada ou focada em outros elementos musicais. O registro captura um momento específico do show da turnê “Oitentação”. Aliás, esta turnê segue em atividade, com novas apresentações já agendadas. O lançamento do álbum, portanto, serve como um convite para o público vivenciar o espetáculo ao vivo. As novas datas da turnê vêm logo após a chegada do disco, mantendo o artista em contato direto com seus fãs. Em suma, o álbum é um documento importante deste período. Ele mostra a vitalidade e a constante renovação artística de Geraldo Azevedo.