A família de Daniel Patrício Santos Oliveira, um empresário de 29 anos, enfrenta um momento de grande dor e revolta. Ele morreu a tiros na Pavuna durante uma ação policial na madrugada de quarta-feira. Karina Dias Paes, esposa de Daniel, contou que eles já tinham planos de sair do Rio de Janeiro. A violência na cidade era o motivo para a mudança. “Já estou até com a minha mudança pronta”, disse Karina. Ela explicou que Daniel trouxe o carro de Foz do Iguaçu para ajudar a levar os pertences deles. O empresário morto na Pavuna sempre sonhou em ter uma caminhonete; ele realizou esse desejo há cerca de um mês.
Os Últimos Momentos do Empresário na Pavuna
Daniel dirigia sua caminhonete pela Rua Doutor José Thomaz. Policiais militares o abordaram. Durante a ação, tiros atingiram o comerciante, e ele não resistiu. Daniel morreu no local. Ele deixou uma filha de quatro anos. A menina, segundo a mãe, era muito ligada ao pai. Karina lamenta a perda: “Eu perdi meu pai tem 5 meses. Cinco meses que eu perdi o meu pai. Eu faço o que agora com uma criança de 4 anos?”. A dor da esposa mostra o tamanho do impacto da morte de Daniel na família.
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Testemunhas contaram que os tiros que mataram Daniel teriam partido dos PMs. Parentes afirmam que ele voltava de um pagode, por volta das 3h30 da manhã. Após os disparos, o comerciante perdeu o controle da direção. O veículo parou ao lado de uma escola municipal. Contudo, outras três pessoas que estavam no carro não se feriram. Marcas de tiros ficaram na rua, no para-brisa da caminhonete, no muro e no portão da escola. A cena indica a intensidade do ocorrido.
A Versão da Família sobre o Incidente
A irmã da vítima não concorda com a ideia de que houve tentativa de fuga. “Foram 23 tiros”, afirmou ela. “Isso não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro”. A família, portanto, questiona a forma como a abordagem foi feita. Eles pedem explicações sobre o número de disparos e a ausência de armas no veículo. Dessa forma, a versão dos parentes diverge da informação inicial de uma abordagem simples.
O Que Diz a Polícia Militar sobre a Morte na Pavuna
A Polícia Militar divulgou uma nota. Nela, a corporação informou que agentes do Batalhão de Irajá faziam uma abordagem. Durante essa ação, “um homem foi atingido e não resistiu aos ferimentos”. A PM também disse que a Delegacia de Homicídios foi chamada. Além disso, um procedimento foi aberto para investigar o que aconteceu. Os policiais envolvidos na abordagem prestaram depoimento na Polícia Judiciária Militar no início da tarde de quarta-feira. A investigação busca esclarecer os fatos sobre a morte na Pavuna. A corporação promete apurar todas as circunstâncias do caso.
A morte do empresário Daniel Patrício na Pavuna levanta muitas perguntas. A família, que planejava uma nova vida longe da violência do Rio, agora enfrenta a dor da perda e a busca por justiça. O caso segue em apuração, e a sociedade aguarda respostas claras sobre o que levou a essa trágica fatalidade. A comunidade local, assim, acompanha o desdobramento da investigação.
