O rebaixamento do Leicester City para a terceira divisão do futebol inglês é um fato. O time, que surpreendeu o mundo ao conquistar a Premier League em 2016, teve sua queda confirmada recentemente. Este momento marca um ponto baixo na história do clube. Assim, ele agora busca entender os motivos por trás de uma descida tão rápida.
A confirmação do rebaixamento veio após um empate em 2 a 2 com o Hull City. A notícia, portanto, rapidamente ganhou destaque na imprensa europeia. Este cenário contrasta fortemente com os tempos de glória, quando o Leicester era visto como um exemplo de superação no esporte.
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A Reação da Imprensa ao Rebaixamento do Leicester
Veículos de comunicação por toda a Europa comentaram a situação do clube. O jornal espanhol Marca, por exemplo, destacou o contraste entre o título de uma década atrás e a situação atual. Eles descreveram o momento como uma “queda aos infernos”, fazendo uma clara referência ao “milagre” vivido pelo time em 2016. O jornal AS, igualmente, seguiu a mesma linha, chamando o momento de um colapso. Além disso, ele apontou a segunda queda consecutiva do clube e a dificuldade da equipe em reagir na parte final da temporada.
A agência Reuters classificou a situação como uma “queda humilhante”. Essa visão considera o histórico recente do Leicester. Afinal, o clube não apenas venceu a Premier League, mas também conquistou outros títulos importantes e teve boas campanhas nos anos seguintes. O The Times, um jornal britânico, reforçou o simbolismo da queda. Ele lembrou, desse modo, como o Leicester saiu de campeão inglês para a terceira divisão em menos de dez anos. Muitos consideram isso uma das maiores reviravoltas na história recente do esporte.
Como o Leicester Chegou à Terceira Divisão?
Depois de seu título em 2015/16, o Leicester conseguiu se manter relevante por alguns anos. O clube fez boas contratações e manteve jogadores importantes de seu elenco campeão. Jamie Vardy, um dos ídolos, por exemplo, permaneceu no time por um longo período. Em 2021, o Leicester voltou a ser campeão, desta vez da Copa da Inglaterra. Este período, sem dúvida, mostrava uma continuidade no sucesso. Por conseguinte, a saída de alguns pilares não impediu a conquista.
Contudo, a situação começou a mudar drasticamente. Quando o clube caiu para a segunda divisão em 2023, ele tinha a sétima maior folha salarial da Premier League. Essa era a maior folha salarial já registrada para um time rebaixado na história do futebol inglês. Mesmo após uma redução de 48% nos salários, a folha do Leicester ainda era a maior da Championship, a segunda divisão. Isso, portanto, indica um desequilíbrio financeiro em relação ao desempenho em campo.
Na temporada 2023/24, o Leicester conseguiu voltar à Premier League. No entanto, a campanha de 2024/25 foi desastrosa. O time foi rebaixado novamente, com 17 pontos a menos que o 17º colocado, que se salvou da queda. Este ciclo de ascensão e queda rápida, assim, levanta questões sobre a gestão do clube.
Responsabilidades Pelo Rebaixamento do Leicester
Muitos na cidade de Leicester apontam o presidente Aiyawatt “Top” Srivaddhanaprabha e o diretor de futebol, Jon Rudkin, como os principais responsáveis pela crise. A ex-CEO, Susan Whelan, que saiu em outubro, também recebe críticas. Aiyawatt Srivaddhanaprabha é um empresário tailandês, CEO da King Power, empresa que comprou o clube em 2010. Sua gestão, antes elogiada, contudo, agora enfrenta forte questionamento dos torcedores. Além disso, a pressão sobre a diretoria cresce a cada dia.
O rebaixamento do Leicester serve como um alerta no futebol moderno. Ele mostra como a gestão e as decisões financeiras afetam o desempenho em campo. A história do clube, de campeão a rebaixado duas vezes em poucos anos, é um lembrete da volatilidade do esporte. Agora, o desafio é reconstruir e buscar um novo caminho para o futuro.
