As entrevistas para escolher o novo secretário-geral da ONU começaram em Nova York. Quatro pessoas disputam o posto máximo da Organização das Nações Unidas. O atual líder, António Guterres, de Portugal, está no fim de seu segundo mandato. Assim, ele deixará o cargo ainda este ano. O Brasil defende que uma mulher da América Latina assuma a liderança da entidade.
Candidatos ao posto de novo secretário-geral da ONU
Nesta terça-feira, a sede da ONU em Nova York iniciou as sabatinas. Os candidatos apresentam suas propostas e visões para os próximos anos. Primeiramente, o português António Guterres, que comanda a organização, está no último ano de seu segundo mandato. Dessa forma, o cargo ficará vago no fim deste ano. Quatro nomes estão na disputa pelo posto de novo secretário-geral da ONU:
Leia também
- Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.
- Rafael Grossi, diplomata argentino e diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica.
- Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica.
- Macky Sall, ex-presidente do Senegal.
A ONU, em seus 80 anos de existência, já teve nove secretários-gerais. Todos foram homens. No entanto, a própria organização reconhece a crescente pressão para que uma mulher assuma a liderança. Apesar disso, não há garantia de que isso aconteça.
O apoio do Brasil para o próximo secretário-geral da ONU
Desde o ano passado, o Brasil vem defendendo uma mudança na liderança da ONU. O país quer que um cidadão latino-americano seja eleito. Além disso, o Brasil sustenta a ideia de que uma mulher deve ser a escolhida. O governo brasileiro buscou o apoio da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para esta proposta.
Nesse sentido, em fevereiro, o Brasil formalizou seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet. Ela é ex-presidente do Chile e já trabalhou como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Também foi diretora-executiva da ONU Mulheres. O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, divulgou um comunicado. Nele, afirmou que Michelle Bachelet tem “capacidade de facilitar o diálogo” e experiência em “processos políticos complexos”. O ministério também destacou seu “compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas”.
O Itamaraty vê a candidatura de Bachelet como uma chance de dar à ONU uma liderança com experiência comprovada. Além disso, ela possui legitimidade internacional e vocação para o serviço público. O ministério acredita que sua liderança contribuirá para os propósitos da Carta das Nações Unidas. Consequentemente, o perfil oficial do ministério nas redes sociais tem compartilhado as publicações de Michelle Bachelet. Elas mostram suas ideias para a ONU.
O papel do secretário-geral da ONU
O secretário-geral da ONU tem diversas responsabilidades. Por exemplo, ele lidera o secretariado da ONU e todas as operações globais. Adicionalmente, ele leva ao Conselho de Segurança questões que podem ameaçar a paz no mundo. Ele também atua como mediador, defensor e porta-voz em crises globais. Finalmente, ele implementa as decisões tomadas pelos países membros.
A visão de Lula para a ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem falado sobre a necessidade de mudanças na ONU. De fato, em seus discursos, tanto no Brasil quanto fora, ele defende uma reforma na estrutura da organização. Isso significa que ele busca um sistema mais democrático e representativo. Além disso, Lula frequentemente ressalta a importância de fortalecer o multilateralismo. Ele acredita que a ONU precisa se adaptar aos desafios atuais do mundo. Dessa forma, a organização pode ser mais eficaz na busca por paz e desenvolvimento global.
