Uma jovem de 18 anos foi presa em Delfinópolis, Minas Gerais. Ela é suspeita de atear fogo em uma atendente de mercearia. A vítima, Íris Cândida, de 24 anos, faleceu uma semana após o ocorrido. O ataque com fogo aconteceu em abril e a suspeita estava sendo procurada pelas autoridades. Este crime, motivado por ciúmes, gerou grande comoção na região.
Prisão da Suspeita por Ataque com Fogo
A prisão de Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, aconteceu na tarde de segunda-feira, 20 de abril. A Polícia Militar a localizou na casa de uma tia em Delfinópolis, conforme informações. Em seguida, as autoridades a encaminharam para a delegacia de Polícia Civil em Passos. Marcela era procurada ativamente desde 11 de abril, data em que o crime brutal foi registrado. Equipes policiais realizaram buscas intensas em Delfinópolis, Cássia e também em Franca, no interior de São Paulo. Esta última cidade fica a aproximadamente 60 quilômetros do município mineiro, o que demonstra a amplitude da procura pela suspeita.
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A Tragédia de Íris Cândida
A família confirmou a morte de Íris Cândida no domingo, 19 de abril, após dias de luta pela vida. Ela estava internada desde o dia do ataque. Íris recebia tratamento especializado na ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. A transferência para esta unidade foi crucial devido à gravidade extrema dos ferimentos. As queimaduras atingiram cerca de 40% do corpo da jovem, um quadro muito delicado.
Detalhes do Ataque com Fogo na Mercearia
A Polícia Militar informou que o ataque com fogo ocorreu dentro da mercearia da família da vítima. O estabelecimento está localizado no distrito de Olhos d’Água. Íris trabalhava no caixa no momento em que Marcela Alcântara Santos entrou no local. Câmeras de segurança registraram toda a sequência de eventos. As imagens mostram a suspeita comprando um frasco de álcool. Ela realizou o pagamento pelo celular. Logo depois, Marcela abriu a garrafa e jogou o líquido inflamável sobre Íris. A vítima tentou fugir desesperadamente, contudo, a suspeita a alcançou. Em seguida, com um isqueiro, Marcela ateou fogo. Este ato de extrema violência foi capturado pelas câmeras de vigilância.
Após cometer o crime, Marcela deixou o local andando tranquilamente, sem demonstrar arrependimento aparente. Íris, mesmo ferida, conseguiu pedir ajuda aos vizinhos. Uma moradora, que preferiu não gravar entrevista, contou ter ouvido os gritos de socorro. Ela prestou os primeiros socorros à vítima até a chegada das equipes de resgate. Equipes de resgate levaram Íris inicialmente ao hospital de Delfinópolis. Contudo, devido à complexidade dos ferimentos, as autoridades a transferiram para São Sebastião do Paraíso, cidade que possui uma unidade especializada no tratamento de queimados. O tratamento intensivo durou mais de uma semana, mas Íris não resistiu.
A Motivação e a Continuidade da Investigação
A Polícia Civil de Cássia, responsável pelo atendimento da ocorrência, analisou as imagens das câmeras de segurança. Horas após o crime, os policiais foram até a casa do namorado da suspeita. Ele mora em Olhos d’Água. Os policiais não a encontraram no local, o que intensificou as buscas. O homem disse à polícia que Marcela não estava mais na cidade e que não sabia seu paradeiro. Ele também informou à Polícia Militar que esteve no mesmo supermercado com a suspeita horas antes do crime. No momento do pagamento, ele teria conversado com Íris Cândida. Este detalhe é crucial. A polícia acredita que ciúmes do namorado motivaram o brutal ataque com fogo. Portanto, a investigação busca agora consolidar todas as provas e esclarecer cada aspecto do caso.
A prisão da suspeita representa um avanço significativo para a justiça. A comunidade de Delfinópolis e Olhos d’Água busca respostas e, acima de tudo, justiça para Íris Cândida. Este trágico evento ressalta a importância de combater a violência, especialmente aquela motivada por razões passionais. A polícia segue trabalhando para que todos os envolvidos respondam por seus atos.
