A população de Delfinópolis, em Minas Gerais, viveu um dia de profunda tristeza nesta semana. O corpo de Íris Cândida, de 24 anos, foi sepultado, marcando o fim de uma dolorosa espera por recuperação. A jovem morreu após ser vítima de um ataque brutal com fogo, que a deixou gravemente ferida. A comunidade, chocada e inconformada, exige justiça diante da violência que tirou a vida da jovem incendiada.
A Despedida Emocionante e o Clamor por Justiça
Centenas de pessoas se reuniram no Cemitério Municipal de Olhos d’Água para o último adeus a Íris Cândida. Amigos, familiares e moradores da pequena comunidade acompanharam a cerimônia de sepultamento, que aconteceu por volta das 9h da manhã. O ambiente estava carregado de emoção, tristeza e um forte sentimento de inconformismo.
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Os presentes fizeram orações e demonstraram carinho à família. Rosaura Dias de Andrade, amiga da família, expressou a dor coletiva: “Estamos em choque porque aqui é uma cidade pequena, todo mundo se conhece. É praticamente da família. A gente sente a dor pelo outro, porque o que fizeram com ela foi uma crueldade. A população toda está em choque. Foi muito triste. Justiça. Que venha justiça, só assim para confortar a família.”
A tia da vítima, Dilsilene Cândida Costa, também falou sobre a revolta: “Está muito difícil, todo mundo está revoltado. Eu quero justiça. Eu quero sim, eu quero justiça. Nós não sabemos de nada que está acontecendo com a polícia. Eu quero justiça, quero mesmo.” As palavras mostram a indignação e a busca por respostas para o crime.
O Ataque Brutal na Mercearia
Íris Cândida estava internada desde o dia 11 de abril na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, numa ala especializada em queimados, devido à gravidade dos ferimentos. A família confirmou sua morte no domingo, dia 19 de abril. O ataque aconteceu dentro da mercearia da família da vítima, localizada no distrito de Olhos d’Água. Íris trabalhava no caixa do estabelecimento naquele dia.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que uma jovem de 18 anos, identificada como Marcela Alcântara Santos, entrou no local. A suspeita pagou um frasco de álcool usando o celular. Logo depois, ela abriu a garrafa e jogou o líquido sobre Íris. A vítima tentou fugir, mas a agressora a alcançou e, em seguida, ateou fogo. Após o ataque, Marcela deixou o local caminhando tranquilamente, sem demonstrar qualquer remorso aparente.
Íris conseguiu procurar ajuda de vizinhos após o incidente. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ter ouvido os gritos de socorro e prestou os primeiros socorros até a chegada do resgate. A jovem foi levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigação Policial e a Busca por Justiça para a Jovem Incendiada
A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do ataque que resultou na morte da jovem incendiada. As autoridades trabalham para entender a motivação do crime, que, segundo informações preliminares, teria sido ciúmes da suspeita. Marcela Alcântara Santos é a principal investigada e as provas coletadas, incluindo as imagens das câmeras de segurança, são cruciais para o andamento do inquérito. A comunidade e a família de Íris Cândida esperam que a justiça seja feita rapidamente, punindo os responsáveis por tamanha crueldade.
