A mãe de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga vive uma mistura de emoções. Sete anos após a morte do filho em um supermercado no Rio de Janeiro, Dinalva Santos de Oliveira acompanha o Caso Pedro Henrique avançar na Justiça. Ela sente que, mesmo com a lentidão, algo está sendo feito. Além disso, Dinalva encontrou uma maneira de transformar a dor da perda em um propósito. Ela criou um ateliê de costura que leva o apelido artístico do filho, “Peter”.
Ateliê ‘Peter Inspira’: Uma Homenagem Viva
Dinalva deu ao seu ateliê o nome de “Peter Inspira”. Ela explica que o filho, Pedro Henrique, foi e continua sendo sua maior inspiração. Neste espaço, Dinalva recebe pessoas que buscam a costura como uma forma de terapia. É um local onde a criatividade e a memória se encontram, mantendo viva a lembrança do Caso Pedro Henrique e seu impacto. O neto de Dinalva, filho de Pedro Henrique, tinha apenas seis meses quando o pai morreu. Hoje, ele tem sete anos. A mãe de Pedro pensa todos os dias na vida que o filho não pôde viver. Ela busca diversos tipos de terapia, mas a dor persiste. Assim, ela lida com a situação um dia de cada vez.
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O Caso Pedro Henrique na Justiça: Réus Vão a Júri
A Justiça decidiu levar dois seguranças a júri popular. Eles são acusados de matar Pedro Henrique. Davi Amâncio e Edmilson Félix Pereira são os réus. O advogado da família de Pedro, Marcello Ramalho, explicou a decisão. Segundo ele, a Justiça viu elementos para julgar o caso como homicídio doloso. Isso significa que os seguranças teriam assumido o risco de matar. Contudo, a data do júri ainda não está marcada. As defesas dos réus recorreram da decisão. A assistência de acusação, por sua vez, quer agilizar o julgamento. Eles pretendem pedir celeridade assim que os recursos terminarem.
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, encontrou provas de autoria e materialidade. Ela pronunciou Davi Amâncio por homicídio qualificado. A juíza entendeu que ele assumiu o risco de matar ao estrangular Pedro. Já Edmilson Félix Pereira teve sua participação reconhecida por omissão. Ele era vigilante e não impediu o resultado. Este desenvolvimento é um passo importante no Caso Pedro Henrique.
Relembrando o Incidente de 2019
Pedro Henrique Gonzaga morreu em 14 de fevereiro de 2019. Ele foi imobilizado por um segurança com um golpe conhecido como “mata-leão” ou “gravata”. O Ministério Público afirmou que a imobilização causou a asfixia. O laudo de necropsia confirmou que as lesões foram a causa da morte. Imagens da época mostram Pedro já desacordado no chão. Mesmo assim, ele continuava sendo contido, apesar dos alertas de clientes. Testemunhas relataram que o jovem não reagia enquanto o golpe era mantido. Portanto, o Caso Pedro Henrique segue em busca de uma resolução final, trazendo à tona a memória de um jovem e a persistência de uma mãe em busca de justiça.
