Etarismo no Consultório: Entenda o Preconceito na Ginecologia

O etarismo no consultório ginecológico afeta a saúde da mulher. Entenda os relatos de preconceito, as diretrizes do SUS e como garantir seus direitos.

Muitas mulheres enfrentam situações desagradáveis quando buscam atendimento médico, especialmente com o passar dos anos. O etarismo no consultório ginecológico é uma realidade que afeta a saúde e a dignidade de pacientes mais velhas. Em outras palavras, este tipo de preconceito, baseado apenas na idade, pode levar a diagnósticos errados, falta de exames importantes e até mesmo a comentários desrespeitosos. Assim, é fundamental entender como isso acontece e o que se pode fazer para garantir um atendimento adequado e livre de julgamentos. O etarismo no consultório não deve ser tolerado, visto que a idade não deve ser um fator limitante para o cuidado com a saúde.

Etarismo no consultório: relatos que preocupam

Rejane, de 63 anos, tem uma vida sexual ativa. Ela marcou uma consulta de rotina com um ginecologista novo. No entanto, o médico disse logo que ela não precisava do exame preventivo. O motivo citado foi a idade dela. Rejane não aceitou a informação. Inclusive, ela procurou saber se o Papanicolau era realmente desnecessário. Afinal, a saúde é importante em qualquer fase da vida. Consequentemente, ela decidiu mudar de médico para buscar um atendimento mais completo.

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O exame Papanicolau é muito importante. Primeiramente, ele previne o câncer de colo de útero. Além disso, detecta alterações nas células cedo, o que ajuda no tratamento. O Sistema Único de Saúde (SUS) recomenda o exame para mulheres entre 25 e 64 anos. Por outro lado, mulheres sem vida sexual não precisam fazer o rastreamento. Isso porque o câncer de colo de útero tem forte ligação com o vírus HPV, transmitido pelo sexo. Entender as regras é crucial para não ser prejudicada pelo etarismo no consultório.

As diretrizes do Papanicolau pelo SUS

O SUS orienta que mulheres podem parar de fazer o exame aos 64 anos. Para isso, precisam ter um histórico recente de resultados normais. A regra clara é: se a mulher tiver dois exames negativos seguidos nos últimos cinco anos, ela pode ser dispensada. Além disso, não pode ter histórico de lesões que viram câncer nos últimos 20 anos. Contudo, se ela chegar aos 64 anos sem nunca ter feito o exame, deve continuar. Ou seja, ela precisa repetir até ter dois resultados negativos consecutivos. No atendimento particular, a maioria dos médicos faz o preventivo todo ano. Portanto, a decisão de parar não é automática pela idade.

Desinformação e preconceito sobre sexualidade feminina

Outro caso mostra como o preconceito afeta a saúde. Uma mulher de 55 anos se separou do marido. Ela foi ao ginecologista para um check-up geral. Da mesma forma, queria fazer testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Adicionalmente, buscou informações sobre a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). A resposta do médico foi um exemplo de etarismo no consultório. Ele simplesmente mandou ela “sossegar o facho”. Isso demonstra a falta de respeito. A sexualidade feminina não tem idade para acabar. Em outras palavras, médicos precisam oferecer o mesmo cuidado a todas as pacientes.

A PrEP está disponível no SUS desde 2017. De fato, ela é uma forma eficaz de prevenir a infecção pelo vírus HIV. Muitas pessoas ainda acham que a PrEP é só para homens que fazem sexo com outros homens. No entanto, ela é uma ferramenta importante para qualquer pessoa em risco. Além disso, o atendimento público dá direito a vacinas contra HPV e hepatites A e B. Informar-se é o primeiro passo para combater o etarismo no consultório.

Seus direitos no consultório médico

É vital que as mulheres saibam seus direitos. Ninguém deve aceitar um atendimento baseado em preconceitos de idade. Se um médico negar um exame ou fizer um comentário desrespeitoso, procure uma segunda opinião. Além disso, denuncie a conduta em conselhos de medicina. O diálogo aberto com o profissional de saúde é essencial. Por exemplo, pergunte sobre as razões de certas decisões. Em suma, a saúde sexual é um direito de todos, independentemente da idade. Portanto, o etarismo no consultório deve ser combatido. Busque sempre um atendimento ético e respeitoso. Para tanto, esteja informada sobre seus direitos.