O trio de instrumentistas Trem de Três prepara um lançamento importante para os amantes da música. Jaques Morelenbaum, Marcelo Costa e Carlos Malta, músicos conhecidos por sua habilidade e presença constante no cenário nacional, vão registrar um projeto audiovisual. Este trabalho inclui um documentário e um álbum ao vivo. O público aguarda ansiosamente por este material, que promete trazer novas versões de clássicos da música brasileira. A iniciativa mostra a versatilidade e a união de talentos desses artistas.
Quem faz parte do Trem de Três?
Jaques Morelenbaum, no violoncelo, Marcelo Costa, no ritmo, e Carlos Malta, com seus instrumentos de sopro, formam o grupo. Malta, por exemplo, domina flauta, saxofone, clarinete e clarone. Eles são artistas muito procurados para tocar com grandes nomes da música brasileira. Frequentemente, dividem palcos e estúdios com grandes cantores. Em 2025, no dia 30 de maio, este trio fez sua primeira apresentação ao vivo. Agora, quase um ano depois, os músicos se dedicam a um novo e significativo passo em sua jornada.
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A gravação do projeto audiovisual
Em 30 de abril, o grupo vai gravar um show especial. Esta apresentação acontece no estúdio Mega, no Rio de Janeiro, cidade natal dos três artistas. Uma pequena plateia de convidados acompanhará o evento, que não é aberto ao público em geral. Contudo, este show exclusivo é o ponto de partida para um projeto maior e mais abrangente, que alcançará muitos ouvintes.
O que esperar do novo projeto?
A Indie Records está por trás desta iniciativa. A gravação do show do Trem de Três resultará em duas produções principais. Primeiramente, um documentário. Ele será filmado com imagens sob a direção de Nando Chagas. A previsão é que o documentário seja exibido em um canal fechado de televisão. Em segundo lugar, um álbum ao vivo. Este disco trará todo o repertório tocado na ocasião, permitindo que as pessoas revivam a experiência. Assim, o trio entrega um pacote completo aos fãs e contribui para o acervo cultural do país.
Repertório do álbum
Para este primeiro registro fonográfico, os artistas decidiram seguir basicamente o roteiro já apresentado em seus shows. O grupo selecionou obras de grandes compositores, verdadeiros pilares da música brasileira. Entre eles, estão Antonio Carlos Jobim, Baden Powell, Caetano Veloso, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Gilberto Gil e Hermeto Pascoal. Essa escolha cuidadosa mostra a profundidade e a riqueza da música nacional que o grupo explora.
Destaques de Edu Lobo e Tom Jobim no trilho
Edu Lobo tem presença forte no repertório do grupo. Músicas de sua autoria ou coautoria estão inclusas:
- “Ponteio” (1967), parceria com José Carlos Capinan
- “Zanzibar” (1970)
- “Vento bravo” (1973), com Paulo César Pinheiro
- “Repente” (1976), também com José Carlos Capinan
Tom Jobim também é homenageado. O trio tocará as seguintes composições:
- “O morro não tem vez” (1963), parceria com Vinicius de Moraes
- “Surfboard” (1967)
- “Retrato em branco e preto” (1967), uma colaboração com Chico Buarque. Ela terá um solo instrumental de Jaques Morelenbaum, prometendo um momento único no álbum.
Outras canções no novo disco
Além disso, outras canções importantes compõem o setlist. O público poderá ouvir:
- “Aquele abraço” (1969), de Gilberto Gil, um clássico da MPB.
- “Canto de Xangô” (1966), parceria de Baden Powell e Vinicius de Moraes.
- “Igrejinha” (1971), de Hermeto Pascoal.
- “Trilhos urbanos” (1979), de Caetano Veloso.
Portanto, o projeto oferece uma viagem ampla e envolvente pela música brasileira, com arranjos inovadores e a maestria dos instrumentistas.
