Um evento trágico abalou a cidade de Cajuru, em São Paulo. Um homem foi preso após admitir que matou seu padrasto. Ele disse à polícia que a ação foi uma vingança pela morte da mãe. Segundo sua versão, a mãe foi atropelada pelo marido. No entanto, a família das vítimas apresenta uma narrativa diferente. Eles mencionam discussões e problemas antigos envolvendo o filho. Este crime em Cajuru levanta muitas dúvidas sobre os fatos ocorridos no sítio.
Conflitos Familiares Marcam o Cenário do Crime em Cajuru
A família de Luzia Marques, de 74 anos, e Ernesto Raimundo Filho, de 68 anos, falecidos no último domingo (12), questiona a história contada pelo filho. Alex Marques, de 39 anos, está preso. Ele afirmou ter espancado o padrasto até a morte. Alex disse que agiu após descobrir que Ernesto havia atropelado e matado sua mãe no sítio da família. Contudo, parentes próximos indicam que Alex já tinha desentendimentos com a mãe e o padrasto. Houve uma briga entre eles momentos antes das mortes. Por exemplo, Eliton Luis da Silva, neto do casal, relatou que a avó não queria Alex morando na casa. Alex, segundo ele, bebia e usava drogas. Além disso, Alex levou o filho para morar lá por um tempo, o que gerou mais atritos. A avó tinha receio das reações de Alex, e o padrasto Ernesto não podia interferir.
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A Versão de Alex e as Contestações Familiares sobre o Crime em Cajuru
O boletim de ocorrência detalha a versão de Alex à polícia. A família estava reunida no sítio, bebendo. Alex saiu para comprar mais álcool na cidade. Ele levou o filho de 20 anos e um amigo de 21. Na volta, eles cruzaram com o carro de Ernesto na estrada. Alex acreditou que a mãe estava com o padrasto. Ao chegar ao sítio, ele encontrou a mãe morta perto da porteira. Ela estava em “estado deplorável”, conforme seu relato. Alex afirmou aos policiais que “ficou tomado pela raiva”. Por isso, ele fez o retorno com o carro para ir atrás de Ernesto. Ele encontrou o padrasto na Avenida São Sebastião e começou a agredi-lo. Ernesto morreu no local. Luzia foi socorrida pela família, mas também não resistiu.
Rael Lemos de Freitas, genro do casal, discorda da versão de Alex. Ele garante que o sogro amava a esposa e nunca a atropelaria. “Ele não ia fazer isso nunca”, disse Rael. Segundo ele, houve uma discussão intensa no local antes de encontrarem o casal morto. A chegada de Alex com bebidas e drogas no sítio teria sido o estopim da confusão. A perícia técnica deve apontar a dinâmica exata das mortes. A polícia de Cajuru investiga o caso como homicídio. Os corpos de Luzia e Ernesto foram enterrados na segunda-feira (13) em Cajuru. Dessa forma, Alex foi encaminhado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Alex até o momento.
