Fim do carimbo: União Europeia usa novo sistema de controle de fronteiras

A União Europeia implementou um novo sistema digital de controle de fronteiras, acabando com o carimbo no passaporte. Saiba como funciona e quem é afetado.

A União Europeia mudou a forma de controlar quem entra e sai de seus países. O tradicional carimbo no passaporte não existe mais. Um novo sistema de fronteiras na UE, totalmente digital, está em pleno funcionamento. Ele promete mais agilidade e segurança para o bloco. Essa alteração afeta viajantes de fora da União Europeia, que agora usam totens para registrar seus dados biométricos.

Como o controle digital funciona nas fronteiras da UE

Desde outubro de 2025, países como Portugal e Espanha começaram a usar este método. Agora, ele é a única forma de entrada para muitas pessoas. Ao desembarcar em nações do Espaço Schengen, que permite livre circulação, passageiros de fora da UE, com ou sem visto, devem escanear seu documento em um totem de autoatendimento. Este procedimento registra dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial. Depois de escanear, os viajantes passam pelos agentes de imigração.

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Este novo sistema de fronteiras na UE busca modernizar e tornar mais rápido o controle nas fronteiras. Além disso, ele ajuda a prevenir a imigração irregular e reforça a segurança dentro do bloco. A Comissão Europeia confirmou esses objetivos. As únicas exceções para este sistema são a Irlanda e o Chipre, que mantêm suas próprias regras.

Desafios e resultados iniciais do novo sistema de fronteiras na UE

A implementação do controle automatizado, o novo sistema de fronteiras na UE, começou de forma gradual. No início, em outubro de 2025, causou muitas horas de espera em alguns aeroportos. O aeroporto de Lisboa, em Portugal, por exemplo, enfrentou filas longas. Apesar dos desafios iniciais, a Comissão Europeia divulgou dados importantes. Desde o começo da implementação, mais de 27 mil pessoas tiveram a entrada recusada no bloco. Entre elas, 700 foram consideradas uma ameaça à segurança.

Ainda assim, o sistema se mostra eficiente. A comissão informou que mais de 52 milhões de entradas e saídas foram registradas. Isso mostra o volume de uso. O registro de cada viajante leva, em média, apenas 70 segundos. Este é um tempo muito curto, o que agiliza o processo. O sistema substitui os carimbos manuais, registrando dados de contato, biométricos e as datas de entrada e saída. Assim, as autoridades podem monitorar melhor as permanências ilegais e as recusas de entrada na UE.

Quem precisa usar o novo sistema e o que não é

A medida se aplica a cidadãos de países que não fazem parte da União Europeia. Isso inclui nações como Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, além dos outros 27 Estados-Membros da UE. Portanto, se você não tem passaporte de um desses países, este sistema é para você.

É importante lembrar que este novo sistema de fronteiras na UE não é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens (Etias). O Etias é uma autorização eletrônica de viagem, que deve ser implementada apenas no final de 2026. Ambos são digitais, contudo, eles têm propósitos diferentes e funcionam de forma separada. O sistema atual foca no registro de entrada e saída. Já o Etias será uma permissão prévia para viajar.