Meta enfrenta onda de processos nos EUA por vício em redes sociais

A Meta enfrenta um novo processo nos EUA por acusações de vício em redes sociais entre jovens. Saiba mais sobre as ações judiciais e o impacto.

A Meta, empresa dona de plataformas como Facebook e Instagram, está no centro de um novo Meta processo nos Estados Unidos. O estado de Massachusetts acusa a companhia de criar produtos que viciam jovens de propósito, explorando suas vulnerabilidades psicológicas. A empresa, por sua vez, nega todas as acusações, afirmando que adota uma série de medidas e ferramentas para garantir a segurança e o bem-estar de adolescentes e crianças em suas redes sociais. Esta ação judicial, no entanto, não é a única. O tema do vício digital entre os mais novos tem gerado bastante discussão e outras batalhas legais significativas em diversos estados americanos. Portanto, entender o que está em jogo neste Meta processo é crucial para pais, educadores e a própria indústria tecnológica.

Um Veredito Histórico e Multas Milionárias

Recentemente, a Meta e o Google enfrentaram um julgamento considerado histórico em Los Angeles. Aliás, um júri concluiu que as empresas agiram de forma negligente ao desenvolver plataformas de mídia social que prejudicam os jovens. Como resultado, uma mulher de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido dependência de redes sociais ainda na infância, recebeu uma indenização de 6 milhões de dólares. Este caso abriu um precedente importante.

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Além disso, em um veredito anterior, a Meta já havia sido condenada a pagar 375 milhões de dólares em multas civis. Essa decisão veio de um processo movido pelo procurador-geral do Novo México. A ação acusava a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e Instagram. Mais grave ainda, alegava que a Meta permitiu a exploração sexual infantil nessas plataformas, falhando em proteger seus usuários mais vulneráveis. Assim, a pressão legal sobre a gigante da tecnologia só aumenta.

Onda de Meta Processo e Acusações Específicas

Não apenas esses casos isolados, mas mais de 34 estados dos Estados Unidos movem processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal. A ação apresentada pela procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, do Partido Democrata, é uma das pelo menos nove abertas por procuradores-gerais desde 2023 em tribunais estaduais. Por exemplo, a procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, do Partido Republicano, também protocolou um Meta processo na última semana.

Essas ações detalham como o Meta processo se fundamenta. Elas alegam que recursos do Instagram, como notificações automáticas, as famosas “curtidas” em publicações e a rolagem infinita de conteúdo, foram desenvolvidos com um propósito claro. O objetivo seria explorar as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes, especialmente o conhecido “medo de ficar de fora” (FoMO, na sigla em inglês). O texto dos processos afirma que a empresa lucra com essa exploração.

Dados Internos e a Defesa da Empresa

O estado de Massachusetts sustenta que possui dados internos da própria Meta, que fortalecem o Meta processo em andamento. Esses dados, segundo a acusação, indicam claramente que a plataforma provoca dependência e causa prejuízos significativos às crianças e adolescentes. Portanto, a empresa teria plena ciência dos efeitos nocivos de suas criações.

A Meta, por sua vez, tentou barrar o processo de Massachusetts. A defesa se baseou na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996. Esta é uma legislação federal dos EUA que, em geral, protege empresas de internet de ações judiciais relacionadas ao conteúdo publicado por usuários. Contudo, o estado argumenta que a Seção 230 não se aplica a declarações consideradas falsas. Segundo a acusação, a Meta fez declarações enganosas sobre a segurança do Instagram. Além disso, ela teria mentido sobre suas ações para proteger o bem-estar de usuários jovens e sobre os sistemas de verificação de idade usados para impedir o acesso de crianças com menos de 13 anos. Um juiz de primeira instância chegou a concordar com essa interpretação, abrindo caminho para o julgamento.