PF faz operação em 11 estados para combater falsificação e venda ilegal de canetas emagrecedoras

A Polícia Federal e a Anvisa realizaram uma operação em 11 estados para combater a venda ilegal de canetas emagrecedoras, produtos falsificados e sem registro que representam grave risco à saúde.

A Polícia Federal (PF) desencadeou uma grande operação recentemente para combater a fabricação e a venda irregular de canetas emagrecedoras em 11 estados do Brasil. A ação, chamada Heavy Pen, visa desmantelar grupos que atuam desde a importação fraudulenta de insumos até a comercialização de produtos falsificados ou sem autorização. Esta iniciativa busca proteger a saúde pública, visto que o uso desses medicamentos sem controle pode trazer sérios riscos.

Ação contra o mercado ilegal de canetas emagrecedoras

A operação Heavy Pen conta com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agentes cumpriram 45 mandados de busca e apreensão em diversos locais. Além disso, eles realizaram 24 fiscalizações em estabelecimentos. Estes incluem laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que operam fora das regras sanitárias. Os estados envolvidos na operação são Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina. O foco principal da investigação é a entrada irregular no país, a produção clandestina e a falsificação de medicamentos. A venda ilegal de canetas emagrecedoras e outros produtos para emagrecimento também está sob apuração.

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Perigos dos produtos sem regulamentação

As investigações da PF se concentram em produtos que contêm princípios ativos como a semaglutida e a tirzepatida. Estas substâncias são a base de medicamentos conhecidos, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, usados para tratar obesidade. Outras substâncias, como a retatrutida, ainda não possuem autorização para venda no Brasil. A comercialização sem controle desses produtos representa um perigo real. Pacientes podem usar doses incorretas ou produtos contaminados. A Anvisa já alertou sobre os riscos. Em fevereiro, um levantamento mostrou seis mortes por pancreatite ligadas ao uso de canetas emagrecedoras. Mais de 60 óbitos, no geral, tiveram relação com o uso destes medicamentos. Portanto, a fiscalização é essencial para evitar mais tragédias.

Anvisa reforça controle sobre canetas emagrecedoras

A Anvisa tem acompanhado de perto o mercado de medicamentos para emagrecimento. Nos últimos seis meses, o Brasil importou mais de 130 quilos de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para produzir tirzepatida. Este volume é suficiente para fabricar cerca de 25 milhões de doses de canetas emagrecedoras manipuladas no país. IFAs são as substâncias que formam os medicamentos. Por isso, a agência planeja endurecer as regras para a manipulação desses produtos. Uma atualização da norma que permite a produção em farmácias de manipulação está em revisão e deve ser divulgada em breve. A Anvisa também apresentou um diagnóstico sobre a circulação de agonistas de GLP-1. Estes medicamentos servem para tratar diabetes e também ajudam no emagrecimento. A meta é garantir que apenas produtos seguros cheguem ao consumidor.