Francisca busca imunoterapia para câncer de pulmão na Justiça

Francisca, uma paciente de 66 anos com câncer de pulmão avançado, enfrenta a burocracia do SUS e do sistema judicial para conseguir um tratamento de imunoterapia que pode salvar sua vida.

Francisca Almeida Diniz da Costa, de 66 anos, enfrenta um câncer de pulmão. Ela sabe que um tratamento existe e pode ajudar. Mesmo assim, não consegue ter acesso a ele. Francisca precisa de imunoterapia, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre este medicamento. O custo na rede particular é alto, cerca de 97 mil reais. Por isso, ela tenta, pela segunda vez, conseguir a medicação na Justiça. O primeiro pedido foi negado. Enquanto isso, ela espera uma nova decisão. A doença avança.

Francisca começou a quimioterapia em 2024. Nos primeiros meses, o tratamento deu resultado. As lesões diminuíram e algumas metástases regrediram. Mas o efeito não durou muito. Exames posteriores, no entanto, mostraram que a doença voltou a crescer. O câncer se espalhou por linfonodos, ossos, pulmão e glândula adrenal. Isso significa que a doença está no estágio mais avançado. “Sinto muita dor o dia todo. É horrível ficar esperando”, Francisca contou. A rotina dela mudou. Por exemplo, ela sai menos de casa, lida com os efeitos do tratamento e também recebeu um diagnóstico de depressão.

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A necessidade da Imunoterapia para Câncer de Pulmão

Os médicos de Francisca indicaram uma mudança no tratamento. Eles recomendaram a imunoterapia para câncer de pulmão. Este tipo de tratamento tem sido mais usado para casos de câncer avançado. Primeiramente, a indicação não veio apenas porque a doença progrediu. Pelo contrário, ela se baseia também nas características do tumor de Francisca. Exames mostram que ela tem a proteína PD-L1 em cerca de 20% das células do câncer. Este marcador, então, ajuda a decidir sobre o uso da imunoterapia.

Além disso, o tumor de Francisca tem muitas alterações genéticas. Consequentemente, isso aumenta a chance de o tratamento imunoterápico funcionar. Pelo menos três laudos médicos confirmam a imunoterapia como a melhor opção. Um desses laudos veio de uma perícia do próprio processo judicial. O médico Stephen Stefani, oncologista, disse que Francisca é um caso típico para o uso do pembrolizumabe. Ele faz parte do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation.

Como o tratamento funciona e a batalha legal

O pembrolizumabe é um tipo de imunoterapia. Ele ajuda o sistema de defesa do corpo a combater o câncer. O medicamento age bloqueando uma proteína que o câncer usa para se esconder do sistema imunológico. Assim, as células de defesa conseguem reconhecer e atacar o tumor. Em outras palavras, este tratamento pode trazer uma resposta duradoura para muitos pacientes.

Francisca busca este tratamento na Justiça. Contudo, o valor do medicamento é um obstáculo. O SUS não oferece o pembrolizumabe para o caso dela. A luta de Francisca mostra o desafio de muitos pacientes no Brasil. Ou seja, eles precisam de tratamentos caros e não disponíveis na rede pública. Ela espera que a Justiça reconheça a necessidade do medicamento. Além disso, a cada dia que passa, a dor e a incerteza aumentam. A família de Francisca a apoia nesta jornada. Eles esperam que o novo processo traga uma resposta positiva.

A história de Francisca destaca a importância de debater o acesso a novos tratamentos. Muitos pacientes com câncer de pulmão precisam de opções que ainda não estão no SUS. A vida de Francisca depende de uma decisão. Portanto, ela não desiste de lutar por seu direito à saúde.