Tornozeleira eletrônica: Bolsonaro voltará a usar dispositivo

Jair Bolsonaro vai usar tornozeleira eletrônica novamente. Saiba como funciona o monitoramento e o que muda na rotina do ex-presidente.

Jair Bolsonaro vai usar uma tornozeleira eletrônica novamente. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ex-presidente cumprirá prisão em casa, e o aparelho fará o monitoramento. Esta medida coloca o político sob vigilância, limitando sua movimentação a um endereço específico. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) já monitora mais de 1.700 pessoas com dispositivos parecidos. Este número tem crescido.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes estabelece que a área de monitoramento de Bolsonaro será restrita. Assim, ele deverá permanecer no condomínio Solar de Brasília. O uso da tornozeleira eletrônica é uma ferramenta que a Justiça emprega para acompanhar a localização de pessoas investigadas ou que cumprem penas em casa.

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Como a Tornozeleira Eletrônica Ajuda a Justiça?

A tornozeleira eletrônica pesa cerca de 128 gramas. Ela possui um GPS e um modem, que enviam dados por sinal de celular. Este sistema permite que uma central de monitoramento saiba a todo momento onde a pessoa está. A Seape-DF explica que o juiz define as regras de uso para cada caso. Por exemplo, ele pode determinar horários para sair ou áreas onde a pessoa não pode ir.

O equipamento funciona com bateria recarregável. É responsabilidade da pessoa monitorada garantir que a bateria esteja sempre cheia. Além disso, os sensores continuam a funcionar mesmo em locais sem sinal de celular, o que garante a continuidade do monitoramento. A tecnologia é robusta e não muda muito a rotina de quem a usa, exceto pela limitação de movimento.

O Monitoramento com Tornozeleira Eletrônica no DF

O Distrito Federal tem um número expressivo de pessoas usando tornozeleiras eletrônicas. Hoje, são 1.735 dispositivos ativos. Em julho de 2025, quando Bolsonaro usou o aparelho pela primeira vez, eram 1.514 pessoas monitoradas. Em menos de um ano, o número subiu 14,6%. Isso mostra um aumento na aplicação desta ferramenta pela Justiça local. A Seape-DF, portanto, gerencia todo este sistema, desde a instalação até o acompanhamento diário dos dados.

Quando uma pessoa recebe a tornozeleira eletrônica, servidores da Seape dão todas as instruções. Eles explicam as regras, os sinais que o aparelho pode emitir e o que fazer para não desobedecer às ordens da Justiça. A comunicação clara é fundamental para que o monitoramento ocorra sem problemas. Dessa forma, evita-se o descumprimento das ordens judiciais.

Bolsonaro e a Tornozeleira Eletrônica: Um Histórico

Esta não é a primeira vez que Jair Bolsonaro usa uma tornozeleira eletrônica. Ele começou a usar o aparelho em 18 de julho de 2025, também por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Contudo, em novembro do mesmo ano, houve um incidente. A tornozeleira precisou ser trocada. Investigadores informaram que houve uma tentativa de arrancar a carcaça do dispositivo. Para isso, usaram materiais de soldagem.

Bolsonaro chegou a falar com o governo do Distrito Federal sobre o ocorrido. Primeiramente, ele disse que a tornozeleira havia batido em uma escada. No entanto, depois, ele admitiu ter usado um ferro quente para danificar o equipamento. Este episódio mostra a complexidade e os desafios que podem surgir no monitoramento de pessoas com esta tecnologia.

Portanto, o retorno da tornozeleira eletrônica para Bolsonaro marca um novo período de restrição de liberdade. O sistema de monitoramento visa garantir o cumprimento das decisões judiciais. A tecnologia permite que a Justiça acompanhe de perto a movimentação, oferecendo um controle contínuo e em tempo real.