STF discute modelo da Eleição Rio de Janeiro

O STF retoma o julgamento que vai decidir o futuro da eleição para governador do Rio de Janeiro, definindo se a escolha será direta, com voto popular, ou indireta, feita pelos deputados estaduais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a analisar como será a Eleição Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o tribunal decide se os cidadãos votam direto ou se os deputados estaduais escolhem o novo governador. Esta discussão acontece depois que Cláudio Castro deixou o cargo e foi cassado. Desse modo, o plenário do STF tem a tarefa de definir este modelo de escolha. A decisão é importante para o futuro político do estado.

O julgamento começou na quarta-feira. Primeiramente, os ministros ouviram as partes envolvidas. Em seguida, eles começaram a apresentar seus votos. O ministro Cristiano Zanin votou pela eleição direta. Ele defendeu que a população do Rio de Janeiro deve escolher o próximo governador. Contudo, o ministro Luiz Fux votou de forma diferente. Ele acredita que a escolha deve ser indireta, feita pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

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Como o STF analisa a Eleição Rio de Janeiro

Nesta quinta-feira, outros ministros votam. Flávio Dino deve ser o primeiro a apresentar seu posicionamento. Depois dele, votam Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. O decano Gilmar Mendes também apresenta seu voto. Por fim, o presidente da Corte, Edson Fachin, se manifesta. As ações sobre o tema foram apresentadas pelo PSD. Portanto, a expectativa é grande para ver qual modelo de eleição vai prevalecer.

Zanin também considerou que a lei do Rio de Janeiro sobre eleição indireta não se aplica ao caso de Cláudio Castro. Para ele, se a norma for usada em outras situações, a votação na Alerj deve ser aberta. Por outro lado, Fux aceitou a regra do voto secreto prevista na lei estadual. Mesmo com essas diferenças, os dois ministros concordaram em um ponto crucial. Eles definiram que o prazo de desincompatibilização para candidatos é de 24 horas. Assim, em um dia, os interessados devem deixar seus cargos atuais.

Pontos principais do julgamento sobre a Eleição Rio de Janeiro

A principal dúvida do STF é o modelo da eleição para o governo. Os ministros precisam decidir entre duas opções:

  • Eleição direta: A população do Rio de Janeiro vai às urnas e vota no seu candidato.
  • Eleição indireta: Os deputados estaduais da Alerj votam e escolhem o novo governador.

Além disso, o tribunal discute outros pontos da lei estadual. A validade de alguns trechos está em questão. Por exemplo, o prazo para candidatos saírem de seus cargos. Outro tema é se a votação na Assembleia deve ser aberta ou secreta. Estas definições são cruciais para a forma como a próxima Eleição Rio de Janeiro vai acontecer. Consequentemente, o resultado impacta diretamente a política local.

Situação atual do governo fluminense

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, comanda o governo. Ele assumiu o posto depois da saída de Cláudio Castro. Castro renunciou em 23 de março. Isso aconteceu um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar um julgamento. Este julgamento cassou o mandato de Castro e o deixou inelegível por oito anos. Portanto, o estado precisa de uma definição rápida sobre quem vai governar até 2027. O Rio de Janeiro também está sem vice-governador, o que aumenta a urgência da decisão do STF. Assim, a Corte tem um papel fundamental para a estabilidade política.