STF Define Futuro da Eleição para Governador do Rio de Janeiro

O STF vai julgar em 8 de abril o modelo de eleição para o mandato-tampão do governador do Rio de Janeiro. Saiba se será voto popular ou parlamentar.

STF Define Futuro da Eleição para Governador do Rio de Janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai definir, no próximo dia 8 de abril, como será a escolha do novo governador do Rio de Janeiro para um mandato-tampão. A decisão é muito importante e pode levar os fluminenses às urnas novamente ou deixar a responsabilidade nas mãos dos deputados estaduais. Este julgamento decide se teremos uma eleição Rio de Janeiro direta, com voto popular, ou indireta, feita pela Assembleia Legislativa.

O Dilema da Eleição Rio de Janeiro: Voto Popular ou Parlamentar?

A discussão principal gira em torno de duas opções para a eleição Rio de Janeiro. Uma delas é a eleição indireta, onde os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) escolhem o novo governador. A outra é a eleição direta, que significa o voto de todos os cidadãos do estado. Nos bastidores, os ministros do STF ainda não têm uma maioria formada sobre qual modelo seguir. Por isso, as conversas internas nos próximos dias serão decisivas.

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Além disso, alguns ministros do Supremo, que também atuam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam dificuldades técnicas. Eles mencionam que organizar duas eleições populares tão próximas seria complicado. Afinal, o Rio de Janeiro tem um grande número de eleitores. Segundo esses ministros, uma nova eleição popular precisaria de mais de 100 dias para ser preparada. Assim, se o STF optar pela eleição direta, os cariocas e fluminenses iriam às urnas duas vezes neste ano: uma para escolher o governador interino e outra para as eleições gerais de 2026, como o resto do país.

Por Que a Eleição Rio de Janeiro Está em Pauta?

A necessidade de uma eleição para o mandato-tampão surge após a situação envolvendo o ex-governador Cláudio Castro. Ministros que apoiam a eleição direta argumentam que a Justiça precisa intervir. Eles veem uma manobra do grupo de Castro para manter o controle do estado. Além disso, existe o risco de grupos políticos e até criminosos influenciarem uma eleição indireta. Tal situação, por exemplo, já aconteceu no passado.

Na última sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin suspendeu as eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. Ele fez isso até que o plenário completo do STF analise a questão. A decisão de Zanin atendeu a um pedido do Partido Social Democrático (PSD). O partido, portanto, entrou com duas ações no Supremo.

Entenda o Andamento do Caso no STF

A primeira ação do PSD questiona partes da lei aprovada pela Alerj. Essa lei previa a eleição indireta para a sucessão de Cláudio Castro. A norma estabelecia voto aberto e um prazo de 24 horas para quem quisesse concorrer se desvincular de outros cargos. Este caso começou a ser julgado no plenário virtual da Corte. A maioria dos ministros votou a favor de que o voto seja secreto na eleição indireta e que o prazo para descompatibilização seja de 24 horas.

Contudo, alguns ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin discordaram. Eles defenderam a eleição direta. Para eles, houve um desvio de finalidade na renúncia de Cláudio Castro. Ele renunciou na véspera de um julgamento do TSE que o tornaria inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Por isso, mesmo com todos os ministros tendo votado, Zanin pediu que essa ação fosse analisada no plenário presencial. Essa solicitação reinicia o julgamento, garantindo uma discussão mais aprofundada. O resultado dessa análise impactará diretamente a próxima eleição Rio de Janeiro.