Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, foi solto da prisão nos Estados Unidos. Ele agradeceu a membros do governo de Donald Trump pela sua liberação. Em uma publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (16), Ramagem afirmou que sua saída foi uma medida administrativa e que não precisou pagar fiança para deixar a detenção. Ele havia sido preso na segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) por questões de imigração.
Alexandre Ramagem: Soltura nos EUA e Alegação de Regularidade
O ex-parlamentar deixou a custódia na quarta-feira (15). Ele declarou que entrou nos EUA de forma regular em setembro do ano passado, com passaporte e visto válidos, sem nenhuma condenação prévia. Ramagem explicou que, após sua chegada, deu entrada em um pedido de asilo. Segundo suas palavras, ele cumpriu todos os requisitos e procedimentos, o que, para ele, garante um status de permanência regular no país.
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Dessa forma, a defesa do ex-deputado sustenta que sua permanência é legal, baseada nos trâmites migratórios que ele alega ter seguido. A comunicação de sua soltura e a ênfase na legalidade de sua situação visam esclarecer o público sobre os motivos de sua detenção e posterior liberação, sem a necessidade de pagamento de fiança, conforme ele mesmo informou.
Entenda o Histórico de Alexandre Ramagem no Brasil
A situação de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos acontece enquanto ele é procurado pela Justiça brasileira. O ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentar dar um golpe de Estado. As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que ele participou da trama que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Ele teria saído do Brasil em 2025, antes do julgamento terminar, de forma clandestina.
O caso gerou grande repercussão, pois a condenação de um ex-parlamentar por crimes contra o Estado é um fato de peso. Portanto, a saída dele do país antes do veredito final levantou questionamentos sobre a eficácia das medidas de controle de fronteira e a possibilidade de se evadir da justiça.
A Fuga e o Pedido de Extradição
Informações indicam que o ex-deputado cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana e, de lá, seguiu para os Estados Unidos. Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça brasileiro avisou ao STF que o pedido de extradição foi enviado ao governo americano. A Embaixada do Brasil em Washington encaminhou a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025. Aliados de Ramagem diziam que ele tinha a intenção de pedir asilo político, o que complicaria um processo de extradição.
A solicitação de extradição é um procedimento complexo, envolvendo acordos internacionais e a análise das leis de ambos os países. Além disso, a alegação de asilo político por parte de Ramagem pode adicionar uma camada extra de dificuldade ao processo, já que os Estados Unidos avaliam cada caso individualmente com base em suas próprias leis de imigração e asilo.
Punições e a Atuação da Interpol
Contudo, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o nome de Alexandre Ramagem fosse incluído na lista da Interpol. Esta medida permitiu que autoridades estrangeiras pudessem prendê-lo. Além disso, o ex-deputado sofreu outras punições significativas no Brasil. Em 18 de dezembro, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato de deputado federal. O passaporte diplomático também foi cancelado após a cassação. Por decisão do STF, seus pagamentos como parlamentar foram bloqueados.
Essas sanções mostram as consequências legais e políticas enfrentadas por ele. A inclusão na lista da Interpol, por exemplo, é um alerta global que restringe a movimentação de indivíduos procurados, facilitando a ação de autoridades em outros países. Assim, mesmo com a soltura nos EUA, a situação legal de Alexandre Ramagem permanece delicada e com desdobramentos importantes.
