Lula G20: Presidente defende África do Sul e critica Trump

Lula defendeu a África do Sul no G20 e criticou Donald Trump por tentar excluir o país. Ele também pediu mais força para a ONU e multilateralismo em Barcelona.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o tema do G20 e criticou atitudes de líderes globais. Durante um evento em Barcelona, Espanha, Lula defendeu a permanência da África do Sul no grupo das maiores economias do mundo. Ele rebateu falas antigas de Donald Trump, que havia sugerido excluir o país africano. Lula também expressou preocupação com o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele pediu que chefes de Estado atuem mais nas discussões da entidade.

Lula G20: Defesa da África do Sul e Críticas a Trump

Lula participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia. Ele usou a ocasião para falar sobre as guerras e invasões que acontecem pelo mundo. O presidente foi direto ao criticar a ideia de que Donald Trump poderia tirar a África do Sul do G20. Lula disse que Trump não é “dono” do grupo e, portanto, não tem esse direito. Ele até brincou, chamando o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, a “brigar” para ir à reunião nos Estados Unidos.

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As declarações de Lula se referiam a comentários feitos por Trump no ano passado. Naquela época, Trump afirmou que não convidaria a África do Sul para o encontro do G20, marcado para dezembro deste ano em Miami. Ele alegava haver um “genocídio” de fazendeiros brancos no país. Esta era uma acusação que o governo sul-africano e especialistas internacionais negaram.

Além disso, Trump boicotou a cúpula do G20 que ocorreria na África do Sul em 2025. Ele também suspendeu subsídios americanos ao país. Essas ações aumentaram a tensão entre Washington e Pretória. Cyril Ramaphosa, presidente sul-africano, reagiu. Ele afirmou que a África do Sul é um país soberano e que nenhum membro isolado pode decidir sozinho sobre a exclusão de outros integrantes.

O que é o G20 e a posição de Lula

O G20 é um fórum internacional que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes. Juntos, eles discutem assuntos ligados à economia global e à governança. O grupo surgiu em 1999, e a África do Sul é um membro fixo desde o início. A fala de Lula reforça a importância da inclusão e da representatividade dentro de organizações como esta.

Lula enfatizou que a ONU é uma ferramenta muito importante se funcionar bem. Ele acredita que a organização precisa garantir, por exemplo, a regulação de plataformas digitais em todo o mundo. Para ele, o enfraquecimento da ONU abre espaço para que a “força do senhor da guerra” prevaleça. Ele questionou: “O cidadão falando todo dia porque tem mais dinheiro, porque tem mais tecnologia, pode fazer tudo? Não é possível.”

Multilateralismo e o Futuro das Relações Globais

Na reunião em Barcelona, o presidente brasileiro sugeriu que o documento final do encontro na Espanha incluísse um chamado geral. Esse chamado seria para discutir o multilateralismo na ONU. Portanto, Lula defende que a cooperação entre as nações é fundamental para resolver os desafios globais.

Ele criticou a destruição do multilateralismo, que é a cooperação entre vários países para alcançar objetivos comuns. Assim, o presidente brasileiro busca um caminho onde o diálogo e o respeito às regras internacionais sejam mais fortes que a imposição unilateral de poder.