A disputa pelo Senado em SP tem dois nomes fortes da esquerda em vista. Márcio França e Marina Silva, ambos ex-ministros, buscam a segunda cadeira por São Paulo. Dessa forma, as conversas nos bastidores políticos estão intensas para definir quem ocupará essa posição importante.
Márcio França, do PSB, já mostrou que quer a vaga. Ele não só se ofereceu para a disputa, como também anunciou seu suplente: Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri. Em um vídeo recente, França e Furlan falaram sobre uma “chapa vitoriosa” e “a melhor dobrada” para o estado. Além disso, França se encontrou com Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, e reforçou seu interesse no cargo. Assim, suas intenções são claras.
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Marina Silva na briga pela vaga do Senado
Do outro lado, Marina Silva, da Rede, também se colocou à disposição para o Senado. Em uma entrevista, ela destacou que essa disputa é “fundamental para o equilíbrio da democracia”. O presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, defende a presença de Marina na chapa. Para ele, isso “garante equilíbrio na composição entre os partidos”. Medeiros ainda ressaltou a importância de um diálogo respeitoso entre as partes para essa definição. Contudo, Marina decidiu permanecer na Rede, partido que ajudou a fundar, mesmo com convites de outras siglas. Por exemplo, o PT e o PSB tentaram atraí-la.
O cenário da disputa pelo Senado em SP
A primeira vaga para o Senado, ao que tudo indica, deve ser de Simone Tebet. Ela trocou o MDB pelo PSB e já deixou claro que seu foco é o Senado, descartando outras possibilidades, como ser vice de Haddad. Se Márcio França for o escolhido para a segunda vaga, o PSB, portanto, ficaria com as duas cadeiras do Senado. Por outro lado, se Marina Silva for a selecionada, a aliança conseguiria incluir mais partidos na chapa, o que pode ser estratégico para o grupo. Assim, as decisões impactam diretamente a formação de um grupo mais amplo. Consequentemente, a escolha é crucial para a composição política.
Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista, disse que ainda não é o momento de bater o martelo sobre a vaga no Senado. “Ainda tem muita coisa em aberto”, afirmou Haddad durante a abertura do SP-Arte. Ele acredita que novas possibilidades surgirão nos próximos dias. A ideia é deixar a situação “decantar” para, então, formar a “chapa mais bonita da história de SP, só gente bacana”. As discussões sobre a chapa devem ficar mais fortes nas próximas semanas, após o fim da janela partidária e o feriado de Páscoa. A pré-candidatura de Haddad foi confirmada em março, em São Bernardo do Campo, e busca fortalecer a campanha do PT em São Paulo. Portanto, a definição final ainda levará um tempo.
