A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos com uma decisão importante. Na madrugada de sábado, o relatório final que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas foi rejeitado. Parlamentares votaram contra o documento, que incluía nomes conhecidos da política e do empresariado. A decisão da CPMI do INSS gerou debates intensos e marcou o fim de sete meses de investigação sem um consenso formal.
O relatório, proposto pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), recomendava o indiciamento de figuras como parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades, além do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Contudo, a maioria dos membros da comissão não aceitou as recomendações, o que mudou o rumo da investigação.
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A Votação Decisiva na CPMI do INSS
A votação na CPMI do INSS terminou com 19 votos contra a aprovação do relatório e 12 a favor. Esta rejeição contou com a participação de parlamentares da base governista e do chamado Centrão, que uniram forças para barrar o texto. Por outro lado, os parlamentares que votaram a favor do relatório fazem oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.
A sessão que culminou na rejeição do relatório foi longa e tensa. Ela durou quase 16 horas, começando na sexta-feira e se estendendo até a madrugada de sábado. Além disso, o clima esquentou logo no início, com uma discussão acalorada entre o relator Alfredo Gaspar e o governista Lindbergh Farias. Eles trocaram ofensas antes mesmo da leitura do documento, mostrando a polarização presente na comissão.
Quem Votou Contra e Quem Votou a Favor do Relatório da CPMI do INSS
Veja como cada parlamentar se posicionou na votação que decidiu o futuro do relatório da CPMI do INSS:
- Votaram a favor (12 votos): Magno Malta (PL-ES), Marcio Bittar (PL-AC), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Alfredo Gaspar (União-AL), Bia Kicis (PL-DF) e Adriana Ventura (Novo-SP).
- Votaram contra (19 votos): Soraya Thronicke (Podemos-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (PSD-MA), Humberto Costa (PT-PE), Jussara Lima (PSD-PI), Rogério Carvalho (PT-SE), Augusta Brito (PT-CE), Teresa Leitão (PT-PE), Meire Serafim (União Brasil-AC), Átila Lira (PP-PI), Orlando Silva (PCdoB-SP), Rogério Correia (PT-MG), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Neto Carletto (Avante-BA) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP).
Desdobramentos da CPMI do INSS
Com a rejeição do relatório de Alfredo Gaspar, a CPMI do INSS chegou ao fim sem um documento formal aprovado. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não colocar em votação um relatório alternativo, elaborado por governistas, que pedia o indiciamento de outras pessoas, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Apesar de não ter sido aprovado, o presidente da CPMI afirmou que uma cópia do relatório de Gaspar será enviada a órgãos importantes. Entre eles estão o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e outras instituições de fiscalização e investigação. Desse modo, as informações levantadas durante os sete meses de trabalho da comissão ainda podem ser analisadas e ter desdobramentos futuros.
