Trump Irã: Ex-presidente ameaça dominar país em uma noite

Donald Trump fez declarações fortes sobre o Irã, afirmando que o país poderia ser dominado em uma noite. As falas de Trump Irã acontecem em meio a tensões sobre o Estreito de Ormuz e ameaças a civis.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, fez declarações importantes sobre o Irã. Ele disse que o país poderia ser dominado em uma única noite, indicando a terça-feira como uma data possível para tal ação. As falas de Trump Irã acontecem em um período de grande tensão, com um prazo estabelecido para a reabertura do Estreito de Ormuz. O governo iraniano fechou este estreito, fundamental para o transporte de petróleo, após ataques que atribuiu aos Estados Unidos e Israel.

As Declarações Polêmicas de Trump sobre o Irã

Naquela segunda-feira, durante um evento na Casa Branca, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos conseguiriam controlar “o Irã inteiro em apenas uma noite”. Ele chegou a dizer que “talvez seja na terça-feira à noite”. A terça-feira era a data limite imposta por Washington para que o governo iraniano reabrisse o Estreito de Ormuz. O Irã havia fechado a passagem marítima em resposta a ataques que sofreu no final de fevereiro. Além disso, Trump forneceu detalhes sobre o resgate de pilotos cujo avião de caça F-15E havia sido derrubado em território iraniano.

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Em outro momento, o então presidente se referiu aos iranianos como “animais”. Esta declaração veio quando um repórter perguntou se atacar infraestruturas civis constituiria um crime de guerra. Trump respondeu: “Não, porque eles são animais”. Ele acrescentou que não se preocupava com alertas sobre atacar alvos civis no Irã. No domingo anterior, Trump já havia postado nas redes sociais que atacaria a infraestrutura civil se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz até a terça-feira.

Contudo, as normas do direito internacional proíbem ataques a civis em conflitos, classificando tais atos como crimes de guerra que podem ser julgados por tribunais internacionais. Por exemplo, as Convenções de Genebra estabelecem regras claras para proteger civis e infraestruturas não militares durante conflitos armados. O governo iraniano, segundo agências de notícias locais, manifestou preocupação com a possibilidade de os ataques serem considerados crimes de guerra.

O Desejo de Trump Irã pelo Petróleo e as Negociações

Ainda na segunda-feira, Trump expressou o desejo de tomar o petróleo do Irã. “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo”, disse ele à imprensa. Entretanto, ele ponderou que os cidadãos americanos desejavam o fim da guerra. Durante a conversa com jornalistas, Trump apresentou falas ambíguas sobre a relação com o Irã. Primeiramente, ele disse acreditar que o governo iraniano estava negociando “de boa fé”. Logo depois, porém, ele afirmou estar “muito chateado” com o país e que, por isso, o Irã “pagaria um grande preço”. Dessa forma, suas declarações criaram um cenário de incerteza sobre a real intenção dos EUA.

A Rejeição ao Cessar-Fogo

O presidente dos EUA também confirmou que rejeitou uma proposta de cessar-fogo que o Paquistão havia intermediado. Ele justificou sua decisão dizendo que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”. Mais cedo, o Irã também havia rejeitado a mesma proposta, conforme informou a agência de notícias estatal Irna. O governo iraniano alegou que preferia um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua temporária. Portanto, ambas as partes pareciam buscar uma solução mais definitiva para o conflito. Trump ainda confirmou um novo “prazo final” para as ações, o que manteve a tensão no ar.