Trump gastou bilhões em mísseis contra o Irã em pouco tempo

Donald Trump gastou mais de US$ 20 bilhões em mísseis e armamentos contra o Irã em menos de dois meses, segundo o CSIS. O valor, equivalente a R$ 100 bilhões, levanta preocupações sobre os estoques militares e a capacidade dos EUA em futuros conflitos. Descubra os detalhes.

O governo de Donald Trump gastou uma quantia enorme em armamentos nos primeiros dois meses de um conflito com o Irã. Estima-se que mais de US$ 20 bilhões foram direcionados para mísseis contra o Irã e outros equipamentos de guerra. Esse valor equivale a cerca de R$ 100 bilhões. Esta quantia alta surpreende, pois supera o Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países pequenos, como a Guiana e Montenegro. A informação veio de um levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que analisou os gastos neste período de 55 dias.

Os altos gastos com mísseis contra o Irã

O conflito entre Estados Unidos e Irã, que durou cerca de dois meses, envolveu muitos bombardeios e cessar-fogos. Durante esse tempo, os Estados Unidos investiram pesado em armamentos. O CSIS, por exemplo, fez um estudo sobre o estoque de sete tipos de armas consideradas importantes para a ofensiva contra os iranianos. Entre elas, estão os mísseis Tomahawk, conhecidos por seu longo alcance e precisão. Além disso, sistemas de defesa antiaérea também foram analisados.

PUBLICIDADE

A pesquisa do CSIS mostrou que os EUA podem ter usado mais da metade de seu estoque inicial em quatro dos sete modelos de armas analisados. Contudo, o estudo indicou que os níveis de armamento antes do conflito já eram vistos como baixos. Isso é preocupante, especialmente se houvesse um confronto com uma potência militar grande, como a China. Portanto, a situação dos estoques já era uma questão antes mesmo da escalada do conflito.

Impacto nos estoques e novas projeções de gastos

Outras fontes, como o jornal The New York Times, sugerem que o gasto total dos Estados Unidos no conflito pode ser ainda maior. Eles projetam que o valor já passou de US$ 28 bilhões, o que corresponde a R$ 140 bilhões. O Departamento de Defesa não divulgou oficialmente quantos mísseis e munições foram utilizados. Mesmo assim, a estimativa mostra um cenário de consumo acelerado de recursos bélicos.

Apesar de terem usado uma parte significativa de seu poder de fogo, os Estados Unidos ainda possuem mísseis suficientes para continuar o conflito, segundo o CSIS. No entanto, a nação pode ficar vulnerável em caso de novos confrontos em outras frentes. Além disso, aliados como a Ucrânia também podem sentir os efeitos. Eles dependem do fornecimento de armamento norte-americano, e a diminuição dos estoques pode afetar essa ajuda.

O estudo também aponta que, mesmo com a redução dos armamentos mais avançados, o país pode seguir operando com outros tipos de armas. Essas alternativas, porém, geralmente têm um alcance menor. Isso significa que as operações militares se tornariam mais arriscadas. Afinal, exigiriam que os lançamentos fossem feitos de posições mais próximas dos alvos. Assim, a eficiência e a segurança das missões poderiam ser comprometidas.

A preocupação com os mísseis e o futuro militar

A preocupação com o nível dos estoques de armas não é recente. Antes mesmo do início da ofensiva contra o Irã, autoridades de defesa dos EUA já estavam alertas. Poucos dias antes do conflito, o jornal Washington Post revelou que o arsenal do país estava baixo. Isso aconteceu por causa do grande apoio militar aos conflitos na Ucrânia e em Israel. Ou seja, a capacidade de resposta dos EUA já estava sendo testada em múltiplas frentes.

No começo de março, o então presidente Donald Trump reconheceu a escassez de armamentos de ponta. Contudo, ele afirmou que os Estados Unidos tinham estoques “praticamente ilimitados” de armas de médio e médio-alto alcance. Esta declaração buscou tranquilizar a população e os aliados sobre a capacidade militar do país. Portanto, a situação dos estoques é um tema complexo, com dados e declarações que mostram diferentes perspectivas sobre o poderio bélico americano.